Aneel aprova alta provisória de 1,92% na tarifa da Neoenergia Brasília
A ANEEL aprovou provisoriamente um reajuste médio de 1,92% nas tarifas da Neoenergia Brasília, com vigência a partir de 22 de outubro de 2026. O aumento é de 4,27% para consumidores de alta tensão e de 1,06% para os de baixa tensão, afetando 1,2 milhão de unidades consumidoras no Distrito Federal.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou provisoriamente um aumento médio de 1,92% nas tarifas da Neoenergia Brasília, com as novas condições entrando em vigor a partir de 22 de outubro de 2026 para os 1,2 milhão de consumidores do Distrito Federal. A decisão da diretoria da agência estabelece um reajuste de 4,27% para os consumidores de alta tensão, como indústrias e grandes empresas, e de 1,06% para os de baixa tensão, que incluem residências e pequenos comércios.
A natureza provisória da aprovação decorre de incertezas e inconsistências nos dados de faturamento da distribuidora, conforme apontado pela ANEEL. Essas inconsistências foram atribuídas à substituição do sistema comercial da Neoenergia Brasília, que resultou em unidades consumidoras sem faturamento por meses. A agência determinou que sua área técnica tem 180 dias para avaliar a consistência dos dados de mercado utilizados no processo tarifário e a necessidade de um recálculo da revisão, introduzindo uma camada de incerteza regulatória sobre a tarifa final.
Este reajuste faz parte da Revisão Tarifária Periódica (RTP) de 2026, um processo regulatório que ocorre a cada quatro ou cinco anos para redefinir as tarifas das distribuidoras. A decisão da ANEEL foi precedida pela Consulta Pública nº 024/2026, que ocorreu de 30 de julho a 12 de setembro de 2026, e pela Audiência Pública nº 006/2026, realizada em 27 de agosto de 2026, para debater as propostas. A aprovação da diretoria superou ligeiramente a proposta inicial da área técnica da agência, que em 28 de julho de 2026, havia calculado uma alta média de 1,86%.
Para analistas do setor, o aumento de 4,27% para os consumidores de alta tensão amplia o diferencial de custo entre o mercado cativo (ACR) e o Mercado Livre de Energia (ACL). Essa elevação pode tornar a migração para o ACL ainda mais atrativa para indústrias e grandes empresas no Distrito Federal, buscando contratos com preços mais competitivos e previsíveis e intensificando a demanda por energia no ACL.
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