Aneel propõe reajuste de até 11,67% para consumidores de alta tensão da CPFL Piratininga e EDP São Paulo
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) propõe reajustes tarifários anuais para a EDP São Paulo e CPFL Piratininga, com impactos médios de 3,16% e 5,41%, respectivamente. A deliberação final está pautada para 13 de outubro, com previsão de entrada em vigor das novas tarifas a partir de 23 de outubro de 2026.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) propõe reajustes tarifários anuais para as distribuidoras EDP São Paulo e CPFL Piratininga, e, se homologados, impactarão cerca de 4,2 milhões de unidades consumidoras no estado. Para a EDP São Paulo, a proposta é de um reajuste médio de 3,16%, enquanto para a CPFL Piratininga, o percentual médio indicado é de 5,41%. A deliberação final sobre os processos está pautada para o 18º Circuito Deliberativo da agência, em 13 de outubro de 2026, com as novas tarifas previstas para entrar em vigor a partir de 23 de outubro.
Para os consumidores de alta e média tensão da EDP São Paulo, que incluem indústrias e grandes empresas, a proposta é de um aumento médio de 5,67%. Já os clientes residenciais de baixa tensão terão um reajuste médio de 2,09%. No caso da CPFL Piratininga, a proposta da Aneel aponta para um efeito médio de 11,67% nas tarifas dos consumidores de alta tensão, enquanto os clientes de baixa tensão devem ter um reajuste médio de 2,62%. Os reajustes visam atualizar os custos de compra de energia, encargos setoriais e componentes financeiros das distribuidoras, impactando diretamente a Tarifa de Energia (TE) e a Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD).
Os percentuais propostos para EDP São Paulo e CPFL Piratininga são significativamente menores em comparação com outras propostas tarifárias recentes da própria Aneel. Em agosto de 2026, por exemplo, a agência abriu consulta pública para a revisão tarifária da CEEE Equatorial (CEEE-D), propondo um aumento médio de 22,31%. Essa variabilidade ressalta a especificidade de cada processo tarifário, que pode ser um reajuste anual ou uma revisão, e a distinta composição de custos e encargos de cada concessionária, mesmo em um contexto de pressão tarifária nacional, onde a Aneel projeta um aumento médio de 9,4% nas tarifas de energia elétrica no Brasil em 2026.
Os reajustes afetarão cerca de 2 milhões de unidades consumidoras da EDP São Paulo em cidades como Guarulhos e regiões do Alto Tietê, Vale do Paraíba e Litoral Norte, e aproximadamente 2,2 milhões de imóveis atendidos pela CPFL Piratininga na Baixada Santista e interior paulista (Sorocaba e Jundiaí). Os processos estão sob a relatoria dos diretores Willamy Frota e Agnes da Costa, respectivamente. Agentes de mercado, como traders e gestores de ativos, devem monitorar a deliberação e atualizar seus modelos de precificação e projeções financeiras, enquanto as distribuidoras deverão comunicar os novos valores e ajustar seus sistemas de faturamento.
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