BofA eleva preço-alvo da Petrobras para R$ 70 por pré-sal subestimado
O Bank of America (BofA) elevou o preço-alvo das ações preferenciais da Petrobras (PETR4) de R$ 55 para R$ 70, reiterando a recomendação de compra. A análise do banco aponta que o mercado subestima a capacidade de produção e a sustentabilidade dos ativos do pré-sal da estatal, projetando volumes superiores aos do plano de negócios da própria companhia.
O Bank of America (BofA) elevou o preço-alvo das ações preferenciais da Petrobras (PETR4) de R$ 55 para R$ 70 e reiterou a recomendação de compra para os papéis da estatal. A revisão, anunciada nesta quarta-feira (14) pelo banco, reflete a percepção de que o mercado subestima a capacidade de produção e a sustentabilidade dos ativos do pré-sal da companhia, indicando um potencial de valorização de cerca de 23% sobre o fechamento anterior de PETR4.
A tese do BofA se baseia em projeções de produção de petróleo para a Petrobras que superam as metas da própria companhia. O banco estima que a estatal alcançará 2,9 milhões de barris por dia (bpd) em 2027 e 3,1 milhões de bpd em 2028, enquanto o Plano de Negócios 2026–2030 da Petrobras prevê 2,6 milhões e 2,7 milhões de bpd, respectivamente. Essa diferença substancial sublinha a confiança do BofA na longevidade e no menor declínio dos volumes extraídos do pré-sal.
Para investidores e gestores de ativos, a análise do BofA valida a qualidade e a produtividade dos campos do pré-sal, um pilar estratégico para a estatal. O otimismo do banco é reforçado pela robusta estrutura de governança corporativa da Petrobras, vista como um escudo contra potenciais interferências governamentais, fator crucial para a confiança no longo prazo. Essa visão se alinha aos recentes investimentos da Petrobras em exploração e produção, como os US$ 2,5 bilhões na Margem Equatorial até 2030 e a busca por novas reservas na Foz do Amazonas.
O impacto desta reavaliação é estritamente financeiro, influenciando a percepção de valor de mercado da Petrobras e o potencial de retorno para acionistas, especialmente via dividendos. O preço do Brent, referência global, está hoje em US$ 104,62, um fator que também permeia as expectativas de receita da petroleira.
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