Eletromobilidade em 2026: ANEEL avança em norma e mercado livre se expande em meio a custos
O cenário da eletromobilidade no Brasil em 2026 é marcado pelo avanço na norma da ANEEL para infraestrutura de recarga e pela abertura gradual do mercado livre de energia, que prometem catalisar a adoção de veículos elétricos. Apesar dos incentivos fiscais e da economia no custo por quilômetro, o setor enfrenta desafios com a política de importação e o aumento das tarifas de energia.
A viabilidade do carro elétrico no Brasil em 2026 se consolida com o avanço regulatório e as condições econômicas, especialmente para quem roda muitos quilômetros em áreas urbanas, conforme análise do Minutoambiental. O setor elétrico se prepara para acomodar a crescente demanda, enquanto a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) avança na finalização de uma norma nacional para aprimorar a regulamentação da eletromobilidade, definindo regras para a conexão de instalações de recarga em empreendimentos como condomínios e shoppings.
A nova regulamentação da ANEEL, em processo de finalização ainda em 2026, aborda a complexidade da demanda agregada de múltiplos carregadores, que pode ser comparável à carga de uma indústria pequena, exigindo projetos de engenharia mais rigorosos e sistemas de gestão dinâmica de energia. Paralelamente, a Lei nº 15.269/2025, sancionada em novembro de 2025, reorganiza o mercado de energia elétrica, com a abertura gradual do Mercado Livre de Energia (ACL) para consumidores de baixa tensão a partir de novembro de 2027 para negócios e até novembro de 2028 para residenciais, impactando diretamente a flexibilidade na contratação de energia para frotistas e operadores de eletropostos.
No aspecto econômico, proprietários de VEs podem obter uma economia substancial, com o custo de energia para um veículo elétrico estimado em R$ 0,16 por quilômetro, uma economia de até 76% frente aos R$ 0,66 por quilômetro de um carro a gasolina. A Tarifa Branca pode gerar uma economia de 20% a 35% na recarga doméstica, se programada para horários de menor custo. Além disso, 16 estados e o Distrito Federal oferecem isenção total ou alíquotas reduzidas de IPVA, e a isenção de IPI representa uma economia de R$ 35.000 a R$ 65.000 no preço de venda do veículo.
Contudo, o cenário apresenta desafios. A política de importação para eletrificados tem sido dinâmica, com a reintrodução gradual do imposto de importação que, em julho de 2026, atingiu a alíquota máxima de 35% para modelos semidesmontados (SKD), conforme noticiado pelo Radar Energia. Embora o Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Camex tenha recriado uma cota de importação com alíquota zero temporária por seis meses (com limite de US$ 463 milhões), a elevação geral das tarifas pode impactar os preços finais. A isso se soma o aumento das tarifas de energia em 2026, que representa um encargo geral para os usuários.
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