EPE projeta 17,9 bilhões de boe na Bacia de Pelotas, com destaque para gás natural
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estima um potencial de 17,9 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) in place na Bacia de Pelotas, com um destaque para o gás natural. O estudo, lançado em 29 de setembro de 2026, aponta mais de 1 trilhão de metros cúbicos de gás recuperáveis, fornecendo um novo referencial técnico para a exploração na região.
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) projeta um volume total de 17,9 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) in place na Bacia de Pelotas, com um potencial significativo para gás natural. A estimativa foi divulgada no Caderno de Estudos "Estimativa Volumétrica da Bacia Pelotas", lançado em 29 de setembro de 2026, durante a Rio Oil & Gas (ROG.e) 2026, e visa ampliar o conhecimento técnico sobre os recursos de petróleo e gás no país.
O estudo detalha que, desse total, 9,7 bilhões de boe são considerados recuperáveis, com mais de 1 trilhão de metros cúbicos (m³) de gás natural recuperáveis. A EPE aponta que 80% dos indícios geológicos (leads) identificados na bacia são predominantemente de gás, embora ressalte o elevado grau de incerteza, compatível com o estágio exploratório inicial da região, que não registra atividades desde 2001.
Para a indústria, o Caderno de Estudos oferece um novo referencial técnico para direcionar investimentos em aquisição sísmica e perfurações, beneficiando concessionárias como Petrobras (com 32 blocos) e Chevron (15 blocos), além da Shell, que já demonstrava interesse na área. A estimativa posiciona Pelotas como uma das maiores promessas exploratórias do país, superando, em volume de recursos, a meta da Petrobras de 6 a 8 bilhões de barris de óleo in place na Bacia da Foz do Amazonas.
O potencial de gás natural na bacia, se confirmado e produzido, pode gerar um impacto estrutural de longo prazo na matriz energética do Sul do Brasil, reduzindo a dependência de GNL e gás boliviano e influenciando os preços. Contudo, a EPE reforça o alto grau de incerteza das estimativas. O processo de licenciamento ambiental para futuras perfurações é um ponto de tensão, com desafios comparáveis aos da Margem Equatorial, exigindo atenção do Ibama e das operadoras.
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