G7 anuncia liberação de reservas estratégicas e petróleo recua no mercado
O G7 anunciou a liberação de até 100 milhões de barris de petróleo bruto e diesel de suas reservas estratégicas, em um esforço coordenado para conter a escalada dos preços dos combustíveis. A medida, que começa imediatamente e se estende por quatro meses, já provocou a queda dos contratos futuros de petróleo, com o Brent fechando a US$ 102,25 o barril.
Os países do G7 anunciaram a liberação de até 100 milhões de barris de petróleo bruto e diesel de suas reservas estratégicas, em um esforço coordenado para conter a escalada dos preços dos combustíveis. A medida, comunicada na sexta-feira (02) após reunião virtual presidida pelo presidente francês Emmanuel Macron, já impactou o mercado, com os contratos futuros do petróleo encerrando o dia em queda, conforme noticiado pela ABEGÁS com base no Valor Online.
A liberação, coordenada pela Agência Internacional de Energia (AIE) e com duração de quatro meses, prevê a injeção de 50 milhões de barris de diesel e 50 milhões de barris de petróleo bruto no mercado global. Uma parcela substancial do diesel será disponibilizada nos primeiros 20 dias da operação para atender à demanda mais urgente. O grupo também se comprometeu a coordenar os cronogramas de manutenção de suas refinarias para aumentar temporariamente as taxas de utilização e a produção de derivados.
No fechamento da sexta-feira (02), o petróleo Brent com entrega para dezembro registrou ligeira queda de 0,06%, fechando a US$ 102,25 o barril, enquanto o WTI para novembro cedeu 1,90%, cotado a US$ 91,11 o barril. A intervenção busca mitigar o choque energético que impulsionou a inflação anual na Zona do Euro para 3,2% em agosto de 2026 e manteve os preços do gás TTF holandês elevados. Para o Brasil, que importa entre 25% e 30% do diesel consumido, a contenção dos preços internacionais do Brent e do diesel é crucial, aliviando a pressão sobre a paridade de importação da Petrobras.
Esta ação coordenada do G7, que inclui Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, França, Itália e Reino Unido, com a União Europeia como convidada, insere-se em um histórico de intervenções em crises de oferta. Contudo, ela se destaca pela dimensão, pela inclusão explícita do diesel e pela coordenação de refino. O principal risco é que a liberação, embora substancial, possa não ser suficiente para reverter completamente a tendência de alta se os fatores subjacentes de escassez persistirem ou se houver contra-movimentos de países produtores.
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