Moody's reafirma rating 'AAA.br' da Cemig, consolidando solidez financeira e acesso ao capital
A Moody's reafirmou o rating 'AAA.br' da Cemig na escala nacional, indicando a mais alta qualidade de crédito da companhia. A avaliação consolida a percepção de solidez financeira da empresa, otimizando seu acesso a financiamentos no mercado de capitais com custos de dívida potencialmente mais baixos.
A Moody's reafirmou o rating 'AAA.br' da Cemig na escala nacional, conforme comunicado pela companhia nesta terça-feira (06/10/2026). A avaliação indica que a empresa possui a mais alta qualidade de crédito e a menor expectativa de risco de crédito em relação a outros emissores no Brasil, de acordo com a metodologia da agência.
A manutenção do rating 'AAA.br' facilita o acesso da Cemig ao mercado de capitais, atraindo investidores e credores que buscam menor risco e potencialmente resultando em condições mais favoráveis para novas captações de dívida. Isso permite à companhia otimizar sua estrutura de dívida e financiar projetos de expansão e modernização com maior eficiência, impactando positivamente seu custo de capital.
A decisão da Moody's se alinha a um histórico recente de avaliações de alta qualidade de crédito para a Cemig. Em 18 de agosto de 2026, a Standard & Poor's (S&P) elevou os ratings da companhia para 'brAAA', e em 14 de agosto de 2026, a Fitch Ratings já havia atribuído o rating nacional de longo prazo 'AAA(bra)' a propostas de emissões de debêntures da Cemig Distribuição e Cemig Geração e Transmissão. Essa consistência nas notas máximas das três principais agências globais reforça a percepção de solidez financeira e se materializou na conclusão da emissão de R$ 2 bilhões em debêntures sustentáveis pela Cemig Distribuição em 04 de setembro de 2026.
Apesar da solidez do rating, a recente notícia sobre a potencial troca do CEO da Cemig, motivada por alinhamentos políticos, introduz um risco de governança que pode impactar a percepção de estabilidade da gestão e, consequentemente, a confiança dos investidores. Tal instabilidade pode, a médio prazo, neutralizar parte dos benefícios de um custo de capital mais baixo, caso o mercado precifique um aumento do risco político na gestão da companhia.
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