ONS avalia acionar reserva de potência operativa para novembro e 2027
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) considera o acionamento da reserva de potência operativa para garantir a segurança do suprimento em novembro de 2026 e ao longo de 2027. A avaliação, divulgada no relatório executivo do PMO de outubro, reforça projeções anteriores de estresse no Sistema Interligado Nacional (SIN) e aponta para uma potencial elevação dos custos de operação.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) avalia a necessidade de acionar a reserva de potência operativa para garantir a segurança do suprimento de energia em dois períodos críticos: novembro de 2026 e ao longo de 2027. A avaliação, detalhada no relatório executivo do Programa Mensal da Operação (PMO) de outubro, sinaliza preocupação com a margem de segurança do Sistema Interligado Nacional (SIN) e a potencial demanda por recursos adicionais para evitar desequilíbrios entre oferta e demanda.
Essa avaliação do ONS ecoa projeções anteriores, que em setembro de 2026 já indicavam um cenário de estresse no SIN até fevereiro de 2027, com a necessidade de considerar térmicas e o Custo Variável Anual (CVaR) 15/40. A reserva de potência operativa é um mecanismo de segurança que permite o despacho de usinas térmicas fora da ordem de mérito de custo, remunerando-as pela disponibilidade e energia gerada para manter a estabilidade do sistema.
A potencial mobilização desses recursos adicionais tende a pressionar o Custo Marginal de Operação (CMO) e, consequentemente, o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) nos submercados, especialmente Sudeste/Centro-Oeste, para os períodos indicados. Em 06/10/2026, o PLD para o submercado Sudeste/Centro-Oeste foi de R$ 57,31/MWh. O despacho de térmicas mais caras eleva os custos de geração, repassados aos consumidores via encargos setoriais, impactando as tarifas de energia e o Custo de Geração da Energia (CDE).
A recorrência dessas preocupações para o mesmo horizonte temporal valida a leitura de um balanço energético apertado e a crescente dependência de recursos termelétricos para a segurança do suprimento, evidenciando a continuidade das preocupações operacionais do ONS. Geradores com usinas térmicas ou capacidade ociosa podem se beneficiar da remuneração pela disponibilidade e energia gerada, caso sejam acionados, enquanto consumidores livres e distribuidoras tendem a arcar com custos adicionais via encargos setoriais, o que pode impactar a previsibilidade orçamentária e as estratégias de contratação.
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