PPSA vende 2 milhões de barris do pré-sal em leilão spot; 4 milhões de Búzios serão reofertados
ExxonMobil e TotalEnergies arremataram 2 milhões de barris de petróleo do pré-sal no 9º Leilão Spot da União, promovido pela PPSA. O certame, realizado na última terça-feira (30), ofertou 6 milhões de barris, mas 4 milhões de Búzios não encontraram compradores e serão reofertados em 7 de outubro.
A ExxonMobil e a TotalEnergies foram as vencedoras do 9º Leilão Spot de Petróleo da União, promovido pela PPSA (Pré-Sal Petróleo S.A.) na última terça-feira (30), arrematando um total de 2 milhões de barris de petróleo do pré-sal. O certame ofertou cerca de 6 milhões de barris, sendo 5 milhões do campo de Búzios e 1 milhão de Bacalhau, mas 4 milhões de barris do volume de Búzios não foram comercializados e serão reofertados em um novo certame agendado para 7 de outubro de 2026.
A ExxonMobil garantiu uma carga de aproximadamente 1 milhão de barris de petróleo do Campo de Bacalhau, com previsão de carregamento para o final de novembro de 2026. Já a TotalEnergies arrematou 1 milhão de barris de petróleo do Campo de Búzios, especificamente do FPSO Almirante Barroso, com carregamento previsto para o início de novembro deste ano. Os valores exatos obtidos no leilão serão divulgados pela PPSA 15 dias após o embarque das cargas, conforme prática da estatal.
A PPSA atua na comercialização da parcela de petróleo da União nos contratos de partilha de produção, um mecanismo contínuo para monetizar os ativos do pré-sal. A participação de grandes players globais como ExxonMobil e TotalEnergies, ao lado de outras petroleiras como CNOOC, Equinor, Galp, Petrobras, Petrochina e Prio, reforça o interesse no petróleo de alta qualidade do pré-sal brasileiro. Este leilão se insere em uma série de certames regulares, como as vendas de Búzios e Atapu em meses anteriores, demonstrando a escala dessas operações.
A não arrematação de 4 milhões de barris de petróleo de Búzios, representando dois terços do volume total ofertado, sinaliza um possível desalinhamento entre as condições de mercado e o preço de referência da PPSA ou as janelas de carregamento disponíveis. A reoferta agendada para 7 de outubro é uma estratégia da estatal para otimizar a monetização da parcela da União, garantindo que o petróleo de alta qualidade do pré-sal continue a gerar receita para os cofres públicos.
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