Setor de petróleo e gás dobra lucro no 2T26, enquanto materiais básicos recuam
O setor de Petróleo, Gás e Biocombustíveis registrou um aumento de 103,2% no lucro líquido agregado no segundo trimestre de 2026, impulsionado pela alta do barril de petróleo. Em contraste, o segmento de Materiais Básicos foi o único a apresentar retração, com queda de 42,7% no lucro líquido, conforme levantamento da Economatica para o Ibovespa.

O Ibovespa apresentou desempenho divergente no segundo trimestre de 2026, com o setor de Petróleo, Gás e Biocombustíveis dobrando o lucro líquido agregado, enquanto o de Materiais Básicos registrou forte recuo. Levantamento da provedora de dados Economatica, que analisou 73 companhias do índice até 28 de agosto, aponta que as sete empresas do setor de Petróleo, Gás e Biocombustíveis somaram lucro líquido 103,2% maior que no 2T2025, com Ebitda agregado subindo 84,1% e receita líquida avançando 34,2%.
O desempenho robusto do setor de Petróleo, Gás e Biocombustíveis foi impulsionado pela valorização do barril de petróleo. A Petrobras (PETR4), com 12,17% do peso do Ibovespa, registrou lucro líquido 96,8% maior e receita líquida 42,3% superior. A PetroRio (PRIO3) destacou-se com o maior crescimento de receita da amostra (110,8%) e lucro líquido 187,9% maior, enquanto a Vibra (VBBR3) apresentou um salto de 681,1% no lucro líquido.
Em contrapartida, o setor de Materiais Básicos, que representa 15,7% do peso do Ibovespa, foi o único a registrar retração agregada no lucro líquido, com queda de 42,7% ante o 2T2025, mesmo com receita praticamente estável. A Vale (VALE3) teve lucro líquido 43,3% menor, a CSN (CSNA3) ampliou o prejuízo trimestral para R$ 794 milhões, e a Suzano (SUZB3) registrou lucro líquido 64,0% menor, refletindo um cenário de preços mais fracos para commodities metálicas e celulose.
Os resultados financeiros evidenciam a sensibilidade de cada setor às condições macroeconômicas globais e aos preços das commodities. Enquanto as petroleiras se beneficiam da alta do petróleo, impactando diretamente a rentabilidade por barril e as margens de distribuição, o segmento de materiais básicos sofre com a desvalorização de seus produtos. O setor Financeiro, maior peso do Ibovespa (27,7%), teve um crescimento de lucro mais moderado, de 10,1%.
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