Setor elétrico debate modelo computacional que substituirá os sistemas Newave e Decomp

O Fórum das Associações do Setor Elétrico (FASE) realizou, nesta quarta-feira (21), uma reunião plenária dedicada à apresentação do COBRE. O novo modelo computacional de código aberto está sendo desenvolvido pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), sob a supervisão do Ministério de Minas e Energia (MME) e em estudo cooperativo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
A ferramenta foi projetada para substituir gradualmente os sistemas Newave e Decomp, vigentes no setor. O objetivo principal da transição é ampliar a transparência, a colaboração e a precisão no planejamento da operação do Sistema Interligado Nacional (SIN), além de conferir maior previsibilidade à formação do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD).
Durante a plenária, o secretário-executivo do MME, Gustavo Ataide, enfatizou o caráter colaborativo da iniciativa e elogiou a articulação entre as entidades do setor.
“Estou muito satisfeito em apresentar o estágio de desenvolvimento do projeto durante uma reunião do FASE por ser essa uma casa que busca consensos possíveis entre trinta e sete associações”, afirmou Ataide, ressaltando que o fórum representa o espaço ideal para o alinhamento sobre o novo modelo.
Para o presidente do FASE, Mário Menel, o debate marca um ponto de virada para os agentes de mercado e sinaliza avanços concretos na modernização da governança do setor. “Em 13 anos de trajetória do FASE, esta plenária se consolida como um momento decisivo. A apresentação esclareceu o estágio de desenvolvimento do projeto e trouxe a previsibilidade e a segurança que o mercado necessita”, destacou.
O encontro técnico contou com apresentações detalhadas conduzidas por Alexandre Zucarato, pelo ONS, e Rodrigo Sacchi, pela CCEE. O evento reuniu ainda o secretário de Energia Elétrica do MME, João Cascalho; o representante da Diretoria da ANEEL, Felipe Calábria; e o diretor de Estudos de Energia Elétrica da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Reinaldo Garcia.
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