Statkraft evita 280 mil tCO₂e em 2025; construção de renováveis eleva emissões temporárias
A expansão da geração renovável da Statkraft no Brasil evitou 280 mil toneladas de CO₂ equivalente em 2025, conforme seu Inventário de GEE. Contudo, 98,84% das emissões da empresa no ano foram temporárias, concentradas na fase de construção de novos empreendimentos. A companhia reforça seu compromisso com a descarbonização e a meta de neutralidade de carbono até 2040, enquanto avança com projetos estratégicos e prorroga outorgas de ativos existentes.
A Statkraft Brasil evitou a emissão de aproximadamente 280 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente (tCO₂e) em 2025 com a expansão de sua geração de energia renovável. O dado, que reforça a contribuição da companhia para a descarbonização da matriz elétrica nacional, faz parte do Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) da empresa, elaborado conforme a metodologia do Programa Brasileiro GHG Protocol.
O relatório, porém, aponta que 98,84% das emissões inventariadas em 2025 foram temporárias e concentradas na fase de construção de novos empreendimentos, como os complexos Santa Eugênia Solar, Rio Solar Híbrido e São Fernando Híbrido. Rafael Knop, Vice-Presidente de Assuntos Corporativos da Statkraft, destaca que o benefício climático desses ativos de longo prazo superará amplamente as emissões geradas durante a implantação, refletindo o compromisso da empresa em conciliar crescimento com gestão transparente de impactos.
A Statkraft, que controla 2,6 GW em ativos renováveis no Brasil, estabeleceu a meta de alcançar a neutralidade de carbono (escopos 1 e 2) até 2040. Essa estratégia de longo prazo é reforçada pela prorrogação da outorga da Usina Hidrelétrica (UHE) Suíça por mais 30 anos, deferida pelo Ministério de Minas e Energia (MME) em julho de 2026, e pela previsão de início de construção do projeto eólico Gran Sul (280 MW) em janeiro de 2027.
A adição de nova capacidade renovável, como o Gran Sul, tende a aumentar a liquidez no Ambiente de Contratação Livre (ACL) no longo prazo, podendo pressionar os preços futuros da energia. A manutenção da UHE Suíça, por sua vez, contribui para a estabilidade do lastro e da garantia física do sistema.
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