Sungrow aponta sistemas de 2000V e segurança como tendências para solar e armazenamento
A Sungrow comunicou dez tendências tecnológicas que impulsionam o desenvolvimento de energia solar e armazenamento, com destaque para inversores de alta densidade, sistemas de 2000V CC e soluções de segurança em conformidade com a ABNT NBR 17193:2025. Esses avanços prometem maior eficiência, redução de custos e resiliência para a rede elétrica.
A Sungrow, fabricante global de inversores e sistemas de armazenamento, comunicou dez tendências tecnológicas que considera cruciais para o avanço da energia solar e do armazenamento, com destaque para a transição para sistemas fotovoltaicos de 2000V CC e soluções de segurança em conformidade com a nova ABNT NBR 17193:2025. A empresa aponta que a nova geração de inversores de alta densidade e eficiência, utilizando dispositivos de Carbureto de Silício (SiC) e Nitreto de Gálio (GaN), já permitiu a implementação do primeiro sistema mundial de 2000V, resultando em uma redução de custos de Balance of System (BOS) superior a 0,04 yuan (0,55 centavos de dólar americano) por watt em comparação com sistemas de 1500V.
No campo da segurança, a Sungrow enfatiza soluções de desligamento rápido que atendem à ABNT NBR 17193:2025. Esta norma técnica brasileira exige que sistemas fotovoltaicos instalados em telhados reduzam a tensão CC para menos de 35V em até 30 segundos em emergências, como falhas na rede elétrica ou incêndios. As inovações, como a alta tensão e a conformidade com a NBR 17193:2025, impulsionam a inovação e a adaptação em toda a cadeia de valor solar, incentivando fabricantes a desenvolver equipamentos mais sofisticados e exigindo que desenvolvedores e instaladores atualizem suas práticas.
As tendências de armazenamento e digitalização com inteligência artificial (IA) também foram destacadas, alinhando-se com a projeção de um aumento de seis vezes na capacidade global de baterias até 2030. A Sungrow aponta as Usinas de Energia Virtuais (VPPs) como capazes de otimizar o uso da energia, mitigar congestionamentos de rede e reduzir preços negativos, oferecendo serviços ancilares. No Brasil, o setor tem avançado na regulação e em projetos-piloto de armazenamento, como o uso de baterias para autonomia energética rural, conforme noticiado pelo Radar Energia em 2026, reforçando a relevância dessas tecnologias para a flexibilidade e resiliência do Sistema Interligado Nacional (SIN).
A rápida evolução tecnológica, embora benéfica, exige investimentos significativos em pesquisa e desenvolvimento e a requalificação de instaladores. A modernização da infraestrutura de rede por parte das concessionárias é outro desafio, especialmente com a crescente penetração de renováveis. Para o mercado brasileiro, a evolução regulatória será crucial para habilitar plenamente o valor das VPPs e das capacidades de formação de rede, que são essenciais para a estabilidade do SIN e para a monetização de serviços ancilares.
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