Alvopetro dobra capacidade de UPGN Caburé para 1 milhão de m³/d na Bahia
A Alvopetro concluiu a expansão da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) Caburé, na Bahia, duplicando sua capacidade para 1 milhão de m³/d e aumentando a flexibilidade para processar gás do campo de Murucututu, um movimento estratégico para o suprimento regional.
A Alvopetro concluiu a expansão da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) Caburé, na Bahia, elevando sua capacidade de processamento de 500 mil m³/d para 1 milhão m³/d. A ABEGÁS comunicou nesta terça-feira (6) a conclusão da obra, que exigiu uma paralisação planejada de cinco dias na produção em setembro. O avanço reforça a infraestrutura de gás natural do estado.
A atualização da UPGN confere maior flexibilidade para processar até 50% da capacidade total com gás natural do campo de Murucututu, conhecido por ser mais rico em líquidos. A Alvopetro planeja quadruplicar a capacidade de retirada de Murucututu para 600 mil m³/d (equivalente a 21,2 milhões de pés cúbicos diários) até o início de 2027, por meio da expansão das instalações de processamento de campo e oleodutos. A perfuração do poço 183-G2 em Murucututu deve ser concluída no final de outubro de 2026.
A expansão beneficia diretamente a Bahiagás, que recebe o produto em seu city gate com capacidade de até 2 milhões de m³, e a Termelétrica Prosperidade I (BA), que utiliza o gás processado via um gasoduto de 11 km. A operação da UPGN Caburé e a comercialização do gás estão sujeitas à Resolução ANP nº 982/2025, que estabelece as especificações e obrigações de controle de qualidade. O movimento ocorre em um período de crescente foco regulatório da ANP sobre o acesso a infraestruturas, com a agência tendo aprovado em julho uma 'atuação de ofício' para destravar o escoamento e processamento de gás natural.
Apesar do avanço na infraestrutura, a Alvopetro enfrenta um processo de desinvestimento pendente desde 2025 para a alienação de suas participações nos campos de Bom Lugar e Mãe da Lua. O contrato de cessão, assinado em outubro de 2025 no valor de US$ 600 mil, ainda aguarda aprovações regulatórias, incluindo a da ANP, sinalizando um obstáculo burocrático que contrasta com a celeridade observada na expansão de sua infraestrutura de processamento.
Tags
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar.
Receba o essencial do setor de energia
Os principais fatos que afetam preço, regulação, geração e combustíveis — todo dia ao meio-dia, no seu e-mail.
Como esta matéria foi produzida: apurada a partir da fonte oficial citada e de documentos primários, com verificação de números, datas e prazos antes da publicação, seguindo a nossa Política Editorial — que inclui o uso de tecnologia própria na apuração. Viu algo a corrigir? Fale com a redação.