Aneel aprova reajuste médio de 3,16% nas tarifas da EDP São Paulo
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou um reajuste tarifário médio de 3,16% para os consumidores da EDP São Paulo, com vigência a partir de 23 de outubro de 2026. O índice final ficou significativamente abaixo da proposta inicial da agência e da projeção média nacional para 2026, beneficiando 2,24 milhões de unidades consumidoras.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou nesta terça-feira (13) um reajuste tarifário médio de 3,16% para os consumidores atendidos pela EDP São Paulo. As novas tarifas entrarão em vigor a partir de 23 de outubro de 2026, impactando aproximadamente 2,24 milhões de unidades consumidoras na área de concessão da distribuidora.
Para os consumidores conectados em alta tensão, como indústrias e grandes empresas, o aumento médio será de 5,67%. Já para os clientes de baixa tensão, que incluem residências e pequenos comércios, a elevação média ficou em 2,09%, com o grupo residencial (B1) registrando um reajuste de 2,17%. A decisão da ANEEL representa uma moderação notável em relação à proposta inicial, que previa índices de até 11,67% para alta tensão, e também se posiciona abaixo da projeção média nacional da agência para 2026, estimada em 9,4%.
O processo de reajuste anual visa recompor os custos da distribuidora com a compra de energia, encargos setoriais e componentes financeiros, garantindo o equilíbrio econômico-financeiro da concessão. A deliberação final ocorreu no 18º Circuito Deliberativo da agência e será formalizada por meio de Resolução Homologatória a ser publicada no Diário Oficial da União. Este índice para a EDP São Paulo contrasta com outros reajustes recentes de 2026, como os da Neoenergia Elektro (9,58% em agosto) e Equatorial Pará (6,94% em setembro), refletindo as particularidades de cada concessão.
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