ANP aprova entrada da Kufpec no projeto Orca, no pré-sal
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou a entrada da Kuwait Foreign Petroleum Exploration Company (Kufpec) no consórcio do projeto Orca, no pré-sal da Bacia de Santos. A decisão, de 9 de outubro, altera a participação acionária e aguarda a autorização final do MME.
A diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou em 9 de outubro a entrada da Kuwait Foreign Petroleum Exploration Company (Kufpec) no consórcio do projeto Orca, anteriormente conhecido como Gato do Mato, localizado no pré-sal da Bacia de Santos. A agência também recomendou ao Ministério de Minas e Energia (MME) a autorização final da operação, que formaliza a aquisição de 20% de participação pela Kufpec.
Com a aprovação, a nova estrutura do consórcio passa a ser composta pela Shell (operadora, com 50%), Ecopetrol (30%) e Kufpec (20%), mantendo a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) como gestora do contrato de partilha. O projeto, que abrange os contratos Sul de Gato do Mato e BM-S-54, possui um volume estimado de 370 milhões de barris recuperáveis e previsão de início da produção em 2029, utilizando um FPSO com capacidade para até 120 mil barris por dia.
A entrada da Kufpec no pré-sal brasileiro, que já havia sido aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômico (Cade) em 24 de março, consolida um novo investimento estrangeiro direto em um ativo estratégico. A ANP, ao aprovar a alteração societária, reiterou a exigência de que o Plano de Desenvolvimento da jazida compartilhada de Orca e Sul de Orca seja revisado até 31 de dezembro de 2032, com provisões para o futuro escoamento do gás natural do campo.
Essa condição regulatória, já imposta na aprovação do Plano de Desenvolvimento em 7 de agosto, reforça a diretriz da agência em maximizar o aproveitamento do gás associado à produção de óleo no pré-sal. Embora o gás seja inicialmente reinjetado, a necessidade de planejar e investir em soluções de offloading para exportação ou suprimento ao mercado doméstico impõe um desafio de capital e logística ao consórcio, que deverá gerenciar esses custos e complexidades nos próximos anos. No mercado global, o barril de Brent foi negociado a US$ 105,71, e o dólar a R$ 5,0204.
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