ANTT aprova projeto de corredor logístico sustentável da Motiva RioSP na Dutra
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou o projeto da Motiva RioSP para implementar um corredor logístico sustentável multimodal na Rodovia Presidente Dutra. A iniciativa, orçada em R$ 116 milhões, prevê a eletrificação da frota e infraestrutura de recarga, operando sob regime de sandbox regulatório para testar soluções de eletromobilidade e integração com o Porto de Itaguaí.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou, em reunião de diretoria realizada em 28 de setembro de 2026, o projeto da Motiva RioSP para a criação de um Corredor Logístico Sustentável Multimodal na Rodovia Presidente Dutra (BR-116/RJ/SP). A iniciativa, que representa um investimento de R$ 116 milhões, visa integrar a eletromobilidade, a conexão com o Porto de Itaguaí (RJ) e ações de desenvolvimento territorial, operando sob um regime de sandbox regulatório, conforme informações do Gov.br.
A decisão da ANTT permite que o projeto avance para uma etapa de autorização temporária e implementação de um ambiente regulatório experimental com duração de 24 meses. As mudanças concretas incluem a eletrificação progressiva da frota operacional e administrativa da concessionária, a implantação de infraestrutura de recarga para veículos elétricos e híbridos em pontos estratégicos da rodovia, e a otimização da integração logística entre a BR-116 e o Porto de Itaguaí.
O projeto estabelece um precedente importante para a aplicação de sandboxes regulatórios no setor de transportes, especificamente para a eletromobilidade e a logística verde. A iniciativa complementa outros movimentos de eletrificação da mobilidade no Brasil, como a parceria entre Hitachi Energy e Eve Air Mobility para eVTOLs, demonstrando a diversificação dos modais de transporte que buscam a descarbonização.
A experiência da Motiva RioSP na Dutra será crucial para validar modelos de negócio e tecnologias antes de sua incorporação à regulação permanente, pavimentando o caminho para a replicação em outras concessões rodoviárias. A controladora CCR RioSP já sinaliza a busca por financiamento via “debêntures de transição verde” em operações maiores, indicando um mecanismo de capital que pode reduzir o custo em 0,08 ponto percentual mediante o cumprimento de pré-requisitos de sustentabilidade.
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