Petróleo fecha sem direção única com oferta russa e tensões no Oriente Médio
Os preços do petróleo registraram fechamento divergente em 13 de outubro, com o Brent em queda pela perspectiva de oferta russa de diesel e o WTI em alta, impulsionado pela escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O Brent para dezembro recuou 0,90% a US$ 105,69, enquanto o WTI para novembro subiu 0,43% a US$ 94,14.
O mercado de petróleo encerrou o pregão de 13 de outubro com direções opostas para seus principais benchmarks. O contrato futuro do Brent para entrega em dezembro fechou em queda de 0,90%, cotado a US$ 105,69 por barril na Intercontinental Exchange (ICE), enquanto o West Texas Intermediate (WTI) para novembro subiu 0,43%, atingindo US$ 94,14 por barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), conforme dados divulgados pela ABEGÁS via Valor Online.
A desvalorização do Brent foi impulsionada pela perspectiva de um acordo que permitiria à Rússia exportar diesel e petróleo para os Estados Unidos e outros mercados por seis meses, por meio de uma suspensão temporária das sanções impostas desde 2022. A proposta prevê a entrega imediata de mais de 300 mil toneladas de diesel, seguida por 500 mil toneladas em novembro e um milhão de toneladas em breve, além de três milhões de toneladas de petróleo. No entanto, analistas do Goldman Sachs e da PVM Oil expressam ceticismo sobre a capacidade de refino russa para atender a esses volumes e estimam um impacto limitado de US$ 1 a US$ 2 por barril nos preços.
Em contraste, a alta do WTI refletiu a intensificação das tensões no Oriente Médio, com relatos de que Israel considera retomar agressões ao Irã e uma nova onda de ataques de militantes houthis, apoiados por Teerã, contra a Arábia Saudita, incluindo o aeroporto de Riad e instalações da Saudi Aramco. O Irã também elevou os ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte global de petróleo, elevando o prêmio de risco geopolítico e levando os preços do gás na Europa ao maior nível desde dezembro de 2022.
A volatilidade atual reflete a tensão entre uma potencial flexibilização da oferta global e a escalada de riscos geopolíticos. Para o Brasil, a entrada de volumes significativos de diesel russo, mesmo que temporária, pode aliviar os preços de aquisição de derivados e impactar a política de preços da Petrobras, que hoje tem o Brent cotado a US$ 106,29. Contudo, o aumento do prêmio de risco no Oriente Médio eleva custos de seguro e frete, gerando incertezas nos custos de importação de petróleo e derivados.
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