WEG anuncia investimento para dobrar capacidade de fábrica de baterias para 4 GWh em SC
A WEG anunciou um investimento de R$ 330 milhões para duplicar a capacidade anual de sua fábrica de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) em Itajaí (SC), alcançando 4 GWh. O aporte antecipa o Leilão de Reserva de Capacidade de dezembro de 2026, focado em BESS e com requisitos de conteúdo local.
A WEG anunciou um investimento de R$ 330 milhões para dobrar a capacidade anual de sua fábrica de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) em Itajaí (SC), para 4 GWh. O aporte, 18% superior ao inicialmente previsto, posiciona a empresa frente ao primeiro Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) dedicado a BESS, agendado para dezembro de 2026, que inclui um certame com requisitos de conteúdo local.
O leilão de dezembro, conforme a Portaria Normativa MME nº 136/2026, prevê a contratação de potência mínima de 30 MW por projeto, com capacidade de descarga de quatro horas e tecnologia grid-forming. Os empreendimentos vencedores assinarão contratos de 15 anos, com início de suprimento em 1º de agosto de 2028. A WEG, ao lado da Moura, é uma das empresas brasileiras listadas pelo BNDES aptas a fornecer equipamentos nacionalizados para o certame "Armazenamento Nacional".
A capacidade anual de 4 GWh da WEG representa metade da expectativa de mercado para o volume total de 8 GWh (equivalente a 2 GW de potência) a ser contratado no leilão. Essa expansão materializa a criação de uma cadeia de valor industrial nacional para BESS em escala comercial, reduzindo a dependência de importações. O arcabouço regulatório para o setor foi estabelecido pela Lei 15.269/2025, complementada pela Portaria Normativa MME nº 136/2026 e pelas Resoluções Normativas ANEEL nº 1.161/2026 e nº 1.162/2026, que disciplinam outorgas e tratamento tarifário.
A contratação de sistemas de armazenamento em baterias visa aumentar a flexibilidade operativa do Sistema Interligado Nacional (SIN), fundamental para a integração de fontes renováveis variáveis e a estabilidade do sistema elétrico. Os custos da contratação serão rateados entre os agentes geradores, que receberão uma Receita Fixa anual, enquanto o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) requisitará a potência para flexibilizar a operação. O PLD no Sudeste, por exemplo, está em R$ 105,27/MWh hoje, e a maior flexibilidade tende a impactar positivamente sua previsibilidade.
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