MME mobiliza R$ 30 milhões para pesquisa de E35 e B25 em biocombustíveis
O Ministério de Minas e Energia (MME) destinou R$ 30 milhões para uma rede de pesquisa nacional, visando a validação técnica de misturas de etanol na gasolina para até E35 e de biodiesel no diesel para até B25. A iniciativa, com duração de três anos, busca subsidiar futuras políticas de ampliação dos biocombustíveis no Brasil, em linha com a Lei do Combustível do Futuro.
O Ministério de Minas e Energia (MME) mobilizou R$ 30 milhões para estruturar uma rede nacional de pesquisa focada na validação técnica do aumento das misturas de etanol na gasolina para até E35 (35% de etanol anidro) e de biodiesel no diesel para até B25 (25% de biodiesel). O investimento, previsto para um período de três anos, visa subsidiar futuras elevações dos percentuais de biocombustíveis no país, conforme estabelecido pela Lei do Combustível do Futuro (Lei nº 14.993/24).
A iniciativa é coordenada pelo MME no âmbito do Comitê Técnico Permanente do Combustível do Futuro (CTP-CF). A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) liderará a coordenação da rede de pesquisa, que incluirá universidades, centros de pesquisa e laboratórios especializados. Os estudos para biodiesel avaliarão misturas entre B15 e B20 na primeira fase, e até B25 na segunda, enquanto para etanol as análises serão acima de E30 e até E35. Em maio de 2026, a Portaria Normativa MME nº 133 aprovou o Plano de Testes de Avaliação da Viabilidade Técnica do uso de óleo diesel com teores de biodiesel superiores a 15% e até 25%.
A pesquisa abordará aspectos cruciais como a compatibilidade de materiais dos veículos e da infraestrutura, a durabilidade dos motores, o perfil de emissões atmosféricas e os desafios logísticos de armazenamento e distribuição. A validação do E35 e B25 pode levar a uma redução significativa de emissões de CO2, com estudos indicando um potencial de até 8,4 milhões de toneladas de CO2 equivalente por ano para a mistura E35. Produtores de biocombustíveis são os principais beneficiados a médio e longo prazo, com a perspectiva de um mercado ampliado caso os testes comprovem a viabilidade técnica das novas misturas.
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