Petrobras arremata 21 blocos em leilões da ANP e prevê bônus de R$ 3,22 bilhões
A Petrobras confirmou a aquisição de 21 blocos exploratórios nos leilões da ANP, comprometendo-se a pagar R$ 3,219 bilhões em bônus de assinatura até o final de 2026. A estatal consolidou sua posição no upstream nacional, com forte presença no pré-sal e na Bacia de Campos, respondendo por 91% da arrecadação total dos certames.
A Petrobras confirmou a aquisição de 21 blocos nos leilões da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), reforçando significativamente seu portfólio exploratório. O bônus de assinatura totaliza R$ 3,219 bilhões, um dos maiores investimentos da estatal em exploração recente. O pagamento desse montante está previsto para até 30 de dezembro de 2026, conforme comunicado pela companhia.
Do total arrematado, dois blocos estão sob o regime de Partilha, Azurita e Cruzeiro do Sul, ambos no pré-sal, enquanto os outros 19 são no regime de Concessão. Destes, 12 blocos estão localizados na estratégica Bacia de Campos e sete na Bacia do Ceará, estes últimos em parceria com a QatarEnergy. Os blocos C-M-115 e C-M-161, na Bacia de Campos, destacam-se pelos bônus de R$ 754,197 milhões cada, com ágios superiores a 21.000% em relação aos valores mínimos, o que sinaliza o alto interesse da Petrobras em áreas de elevado potencial.
As aquisições ocorreram no âmbito do 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção (OPP) e do 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão (OPC) da ANP. A Petrobras emergiu como o principal ator, sendo responsável por 91% dos R$ 3,5 bilhões arrecadados pelo governo federal em bônus de assinatura nos dois leilões. Esse movimento está alinhado à estratégia de longo prazo da estatal de repor reservas e manter seu perfil de operadora em águas ultraprofundas, visando a sustentabilidade da produção nacional.
A participação dominante da Petrobras e o volume de investimento sinalizam a continuidade de sua liderança no setor de E&P brasileiro. A ANP estima que os projetos contratados no leilão de concessão deverão gerar aproximadamente R$ 1,5 bilhão em investimentos exploratórios, somados aos R$ 778,4 milhões previstos para os blocos de partilha no pré-sal. O Brent opera a US$ 105,44, refletindo um ambiente favorável a investimentos em exploração.
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