Eneva declara comercialidade de Gaviãozinho e incorpora 12 bcm em reservas 2P de gás natural
A Eneva declarou a comercialidade da acumulação de gás natural “Colinas”, agora denominada “Gaviãozinho”, nos blocos PN-T-102A e PN-T-103, na Bacia do Parnaíba, Maranhão. A empresa também incorporou 12,03 bilhões de metros cúbicos (m³) em reservas 2P de gás natural, conforme relatório de auditoria da GCA, fortalecendo sua estratégia integrada de gás-para-energia e a base de ativos.
A Eneva declarou a comercialidade da acumulação de gás natural “Colinas”, agora denominada “Gaviãozinho”, nos blocos PN-T-102A e PN-T-103, na Bacia do Parnaíba, Maranhão. A empresa solicitou à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a nomeação oficial da área como “Gaviãozinho”, conforme comunicado ao mercado em 21 de janeiro de 2026. Além disso, a Eneva incorporou 12,03 bilhões de metros cúbicos (m³) em reservas 2P de gás natural, dado certificado em relatório de auditoria da Gaffney, Cline & Associates (GCA) divulgado em agosto de 2026.
A nova área em Parnaíba é a 13ª comercial da Eneva na bacia, com volume de gás in place estimado entre 2,23 bilhões de metros cúbicos (P90) e 3,98 bilhões de metros cúbicos (P10), conforme o comunicado da empresa de janeiro de 2026. A declaração de comercialidade reforça o modelo de negócios da companhia, que integra a produção de gás natural com a geração de energia elétrica, garantindo suprimento próprio para suas térmicas. A Eneva tem até 180 dias, contados a partir de janeiro de 2026, para apresentar o Plano de Desenvolvimento da área à ANP, etapa que habilitará o campo para produção.
A incorporação de 12,03 bilhões de m³ em reservas 2P, certificadas pela GCA com data base de dezembro de 2025, é considerada material para a valuation da Eneva. Desse total, 4,54 bilhões de m³ estão na Bacia do Parnaíba e 7,49 bilhões de m³ na Bacia do Amazonas, elevando o Índice de Reposição de Reservas Total (IRR) da empresa para 1.125% em 2022, conforme o relatório da GCA. No mercado, a ação ENEV3 foi negociada a R$ 27,36 em 14/09/2026, com queda de 1,16%, segundo dados da Renova Invest.
Além disso, a Eneva notificou a ANP sobre indícios de hidrocarbonetos no bloco terrestre AM-T-85, na Bacia do Amazonas, após perfuração em julho de 2026. Esta foi a única perfuração de poço exploratório em terra no Brasil no primeiro semestre de 2026, conforme comunicado da empresa. Embora ainda em fase de avaliação de viabilidade comercial, uma eventual confirmação pode diversificar geograficamente as fontes de gás da Eneva. No campo regulatório, a Resolução ANP nº 1.003/2026, de julho de 2026, que regulamenta o acesso de terceiros a terminais de GNL, gera receio de insegurança jurídica para a Eneva, que possui terminais integrados a térmicas, segundo declarações de seus diretores.
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