ONS registra restrição de 17,4 GW na geração renovável do Nordeste
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) reportou uma restrição de 17.407 MW na geração renovável do Nordeste em 13 de setembro, evidenciando os desafios de escoamento da energia eólica e solar da região. O fenômeno, conhecido como 'curtailment', forçou ajustes operacionais no Sistema Interligado Nacional (SIN), com a carga global atingindo 73.230 MWméd.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) registrou uma restrição operacional de 17.407 MW na geração renovável do Nordeste em 13 de setembro de 2026, conforme o Informativo Preliminar Diário da Operação (IPDO) divulgado nesta segunda-feira. O volume de energia, que não pôde ser injetado na rede, reflete os gargalos de transmissão e a necessidade de controle de fluxos sistêmicos e frequência para a segurança da operação do Sistema Interligado Nacional (SIN).
A carga global do SIN no dia foi de 73.230 MWméd, com a Energia Armazenada (EAR) em 62,9%. A matriz de geração do dia foi composta por 50% hidráulica, 19% eólica, 16% solar, 13% térmica e 3% nuclear. As condições hidrológicas mostraram grande disparidade, com a Energia Natural Afluente (ENA) no Sul atingindo 259% da Média de Longo Termo (MLT), enquanto o Nordeste registrou apenas 64% e o Norte, 57% da MLT.
A restrição no Nordeste, um fenômeno recorrente de 'curtailment', não se trata de uma nova regra, mas de uma limitação imposta pela infraestrutura de transmissão existente, que não consegue escoar a totalidade da produção renovável, mesmo com a ENA da região abaixo da média. Essa situação força o ONS a realizar ajustes no despacho, como a geração hidráulica no Sul operando abaixo do programado e no Sudeste/Centro-Oeste acima para controle de fluxo e atendimento à carga, impactando a otimização do sistema.
A recorrência de restrições operacionais no Nordeste eleva o risco para novos investimentos em geração renovável na região, já que o ONS tem sinalizado a falta de capacidade remanescente para acomodar novos projetos. A perda de energia de baixo custo por 'curtailment' pode pressionar os custos de operação do sistema e o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), influenciando o mercado livre e os encargos setoriais.
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