Carga SIN82.831 MW 1,91%PLD MédioR$ 145,9/MWh 5,42%PLD SE/COR$ 146/MWh 5,35%PLD SulR$ 145,62/MWh 5,60%PLD NER$ 145,99/MWh 5,36%PLD NorteR$ 146/MWh 5,36%EAR SIN69% 0,29%EAR SE/CO62,4% 0,32%EAR Sul85,3% 0,12%EAR NE82,8% 0,48%EAR Norte89,1% 0,22%ENA SIN121% MLT 2,42%ENA SE/CO106% MLT 1,85%ENA Sul195% MLT 4,88%ENA NE68% MLT 0,00%ENA Norte77% MLT 1,28%Carga SIN82.831 MW 1,91%PLD MédioR$ 145,9/MWh 5,42%PLD SE/COR$ 146/MWh 5,35%PLD SulR$ 145,62/MWh 5,60%PLD NER$ 145,99/MWh 5,36%PLD NorteR$ 146/MWh 5,36%EAR SIN69% 0,29%EAR SE/CO62,4% 0,32%EAR Sul85,3% 0,12%EAR NE82,8% 0,48%EAR Norte89,1% 0,22%ENA SIN121% MLT 2,42%ENA SE/CO106% MLT 1,85%ENA Sul195% MLT 4,88%ENA NE68% MLT 0,00%ENA Norte77% MLT 1,28%
Hidráulica43.646 MW(52%) 2,99%Térmica9.347 MW(11%) 0,23%Eólica14.669 MW(18%) 7,00%Solar13.752 MW(16%) 11,48%Nuclear2.007 MW(2%) 0,00%Hidráulica43.646 MW(52%) 2,99%Térmica9.347 MW(11%) 0,23%Eólica14.669 MW(18%) 7,00%Solar13.752 MW(16%) 11,48%Nuclear2.007 MW(2%) 0,00%Hidráulica43.646 MW(52%) 2,99%Térmica9.347 MW(11%) 0,23%Eólica14.669 MW(18%) 7,00%Solar13.752 MW(16%) 11,48%Nuclear2.007 MW(2%) 0,00%
PETR4R$ 42,13 0,87%PETR3R$ 47,31 1,74%PRIO3R$ 58,61 0,27%RECV3R$ 10,07 1,76%VBBR3R$ 35,05 1,10%UGPA3R$ 32,75 0,46%RAIZ4R$ 0,26 7,14%CSAN3R$ 3,79 6,42%EGIE3R$ 29,91 0,73%CMIG4R$ 11,11 1,51%CPFE3R$ 45,85 1,08%EQTL3R$ 38,43 1,99%ENGI11R$ 49,46 1,73%NEOE3R$ 33,80 0,00%AURE3R$ 10,98 2,66%ENEV3R$ 26,60 2,06%TAEE11R$ 39,54 0,88%ALUP11R$ 32,51 1,37%LIGT3R$ 3,10 1,59%PETR4R$ 42,13 0,87%PETR3R$ 47,31 1,74%PRIO3R$ 58,61 0,27%RECV3R$ 10,07 1,76%VBBR3R$ 35,05 1,10%UGPA3R$ 32,75 0,46%RAIZ4R$ 0,26 7,14%CSAN3R$ 3,79 6,42%EGIE3R$ 29,91 0,73%CMIG4R$ 11,11 1,51%CPFE3R$ 45,85 1,08%EQTL3R$ 38,43 1,99%ENGI11R$ 49,46 1,73%NEOE3R$ 33,80 0,00%AURE3R$ 10,98 2,66%ENEV3R$ 26,60 2,06%TAEE11R$ 39,54 0,88%ALUP11R$ 32,51 1,37%LIGT3R$ 3,10 1,59%
BrentUS$ 83,37 1,07%WTIUS$ 78,05 3,76%Gás NaturalUS$ 2,63 2,23%DólarR$ 5,11 0,56%BrentUS$ 83,37 1,07%WTIUS$ 78,05 3,76%Gás NaturalUS$ 2,63 2,23%DólarR$ 5,11 0,56%BrentUS$ 83,37 1,07%WTIUS$ 78,05 3,76%Gás NaturalUS$ 2,63 2,23%DólarR$ 5,11 0,56%
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ONS aciona inédito plano de corte de geração de pequenas usinas por sobreoferta

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) adotará, pela primeira vez, um plano para reduzir a geração de usinas de pequeno porte — como PCHs, eólicas e solares — para evitar a sobrecarga do Sistema Interligado Nacional (SIN) diante da crescente sobreoferta de energia renovável. A medida, que representa um marco na gestão da matriz energética brasileira, busca assegurar a segurança operacional, mas levanta preocupações sobre a viabilidade econômica de projetos e futuros investimentos no setor.

16 de junho de 2026 às 15:31Fonte oficial: G1Redação Radar Energia

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acionará, pela primeira vez, um plano para reduzir a geração de energia de usinas de pequeno porte no Brasil. A medida drástica visa evitar a sobrecarga do Sistema Interligado Nacional (SIN) em função da sobreoferta de fontes renováveis. A decisão, que afeta Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), usinas eólicas e solares de menor escala, representa um marco na operação do sistema elétrico nacional.

A iniciativa do ONS reflete o rápido e expressivo crescimento da geração renovável na última década, impulsionado por leilões e incentivos. A capacidade instalada dessas fontes, que são por natureza intermitentes e, muitas vezes, concentradas regionalmente — como a eólica no Nordeste —, tem superado a capacidade de escoamento da transmissão e a flexibilidade da demanda em determinados períodos do dia.

Esse cenário de abundância levou a momentos de sobreoferta significativa, especialmente em horários de pico de geração renovável e baixa demanda. Como reflexo, o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) tem atingido o valor mínimo regulatório, atualmente entre R$ 60 e R$ 70 por MWh, por longos períodos em submercados específicos, sinalizando um excedente estrutural de energia.

A atuação do ONS, balizada por suas Regras e Procedimentos de Rede aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), tem o mandato de garantir a segurança e a confiabilidade do sistema. Embora o despacho fora da ordem de mérito já fosse aplicado a grandes usinas por restrições de transmissão, este plano formal e generalizado para pequenas usinas, motivado pela sobreoferta de renováveis, representa uma nova abordagem na gestão da matriz.

O Brasil, com uma capacidade instalada de geração eólica superior a 25 GW e solar centralizada acima de 10 GW — sem contar os 25 GW adicionais da geração distribuída —, enfrenta agora desafios operacionais que já são realidade em outros países. A prática de *curtailment*, ou redução forçada de geração, é comum em sistemas elétricos com alta penetração de renováveis intermitentes em locais como Alemanha e Califórnia, onde pode atingir percentuais significativos da geração.

Para as usinas de pequeno porte, o impacto direto será a redução de sua receita, uma vez que terão sua geração limitada. Isso pode comprometer a viabilidade financeira de projetos já em operação e desestimular novos investimentos em fontes renováveis, especialmente nas regiões mais afetadas pela sobreoferta, onde a penetração de eólica e solar é extremamente alta.

Do ponto de vista do sistema, a medida visa primordialmente garantir a segurança operacional e evitar custos ainda maiores associados a desligamentos, desequilíbrios ou o despacho de térmicas mais caras para compensar a instabilidade. Para o consumidor, a ação pode evitar custos de congestionamento na rede, mas levanta questionamentos sobre a eficiência da alocação de recursos e o custo-benefício da expansão renovável sem a devida infraestrutura de transmissão e armazenamento.

O ONS deverá agora comunicar formalmente os agentes afetados sobre os procedimentos e a duração da redução de geração. Paralelamente, a ANEEL provavelmente abrirá discussões sobre a necessidade de mecanismos de compensação para as usinas que tiverem sua geração *curtailada*, ou sobre ajustes regulatórios para mitigar o impacto em investimentos futuros.

A situação também deve intensificar o debate sobre a urgência de investimentos na expansão da rede de transmissão e em tecnologias de armazenamento de energia, como baterias. Essas soluções são cruciais para integrar de forma mais eficiente a crescente participação das fontes renováveis intermitentes no SIN, garantindo a estabilidade e a sustentabilidade da matriz energética brasileira.

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