ONS projeta estabilidade em reservatórios do SIN para fim de setembro
O ONS prevê estabilidade nos níveis dos reservatórios do Sistema Interligado Nacional (SIN) para o final de setembro de 2026, com destaque para a região Sul e Sudeste/Centro-Oeste. As projeções do Programa Mensal da Operação (PMO) indicam um Custo Marginal de Operação (CMO) baixo para essas regiões, mas a avaliação de acionamento térmico persiste diante do crescimento da carga e do cenário de 'Super El Niño'.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) projeta estabilidade nos níveis dos reservatórios do Sistema Interligado Nacional (SIN) para o final de setembro de 2026, conforme o boletim do Programa Mensal da Operação (PMO) da semana de 12 a 18 de setembro. A estimativa de Energia Armazenada (EAR) aponta 91,4% para a região Sul e 55,8% para o Sudeste/Centro-Oeste, indicando condições hídricas favoráveis nessas bacias.
As projeções detalhadas de EAR para o fim do mês incluem ainda 73,5% no Norte e 67,1% no Nordeste. A Energia Natural Afluente (ENA) esperada é de 219% da Média de Longo Termo (MLT) para o Sul e 119% da MLT para o Sudeste/Centro-Oeste, enquanto Nordeste e Norte apresentam ENAs menos favoráveis, com 68% e 50% da MLT, respectivamente. Para a semana operativa, o Custo Marginal de Operação (CMO) é projetado em R$ 68,52/MWh para Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Nordeste, mas atinge R$ 1.444,32/MWh no Norte, um forte indicativo para a formação do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) horário.
Apesar da estabilidade geral, o ONS avalia a possibilidade de acionamento de toda a geração termelétrica a partir de setembro, dependendo da combinação entre demanda e condições hidrológicas, especialmente no contexto do 'Super El Niño'. A carga do SIN deve avançar 4,9% em setembro, atingindo 84.294 MWméd, o que, somado às ENAs menos favoráveis no Norte e Nordeste, introduz uma tensão latente no balanço energético.
Para agentes de mercado, a manutenção de reservatórios confortáveis no Sudeste/Centro-Oeste e Sul tende a favorecer a continuidade de preços mais baixos no mercado livre (ACL) nessas regiões, impactando estratégias de compra e venda. Contudo, o risco reside na combinação do crescimento robusto da carga com as condições hidrológicas menos favoráveis em outras bacias e a necessidade de acionamento térmico, que pode elevar o custo marginal de operação e o PLD em todo o SIN, mesmo que pontualmente, como já observado em revisões de projeções anteriores.
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