ANEEL autoriza operação comercial da UTE Azulão I, da Eneva, com 295 MW
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) autorizou a operação comercial da Usina Termelétrica (UTE) Azulão I, da Eneva, a partir de 5 de agosto de 2026. A usina, com 295 MW de capacidade contratada, foi negociada no Leilão de Reserva de Capacidade de 2021 e operará sob o modelo Reservoir-to-Wire (R2W), utilizando gás natural das concessões da própria Eneva na Bacia do Amazonas.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) autorizou a operação comercial da Usina Termelétrica (UTE) Azulão I, de propriedade da Eneva, a partir de 5 de agosto de 2026. A decisão, publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 4 de agosto por meio do Despacho nº 2.899/2026, permite a entrada em operação da termelétrica com 295 MW de capacidade contratada, após a verificação dos requisitos regulatórios.
A UTE Azulão I foi contratada no Leilão de Reserva de Capacidade de 2021, estabelecendo um compromisso de fornecimento de potência por 15 anos. O contrato assegura à Eneva uma receita fixa anual de R$ 278,3 milhões, com data-base em dezembro de 2025 e reajuste anual pelo IPCA. Adicionalmente, a usina terá direito a recebimento variável pela geração, com um Custo Variável Unitário (CVU) de referência de R$ 1.200,87/MWh, data-base agosto de 2026, reajustado mensalmente pelo índice JKM e pela taxa de câmbio. A usina é abastecida por gás natural das concessões da própria Eneva na Bacia do Amazonas, replicando o modelo Reservoir-to-Wire (R2W).
A entrada em operação da Azulão I adiciona diretamente 295 MW de lastro firme ao Sistema Interligado Nacional (SIN), elevando a segurança do suprimento e a flexibilidade de despacho, especialmente na Região Norte. Isso contribui para a estabilidade da matriz elétrica. Embora seu Custo Variável Unitário (CVU) seja considerado elevado, a disponibilidade da usina pode influenciar o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) ao aumentar a oferta de energia despachável, potencialmente reduzindo a necessidade de acionar outras usinas com custos ainda mais altos em momentos de estresse do sistema.
Com a efetivação da operação comercial, a Eneva consolida sua estratégia de integração vertical Reservoir-to-Wire (R2W) e garante uma receita contratada de longo prazo. Para o SIN e os consumidores, o benefício reside na maior flexibilidade e segurança do suprimento, mitigando riscos hidrológicos. Contudo, a remuneração fixa e variável da usina compõe os encargos setoriais, sendo rateada entre os consumidores e impactando o custo final da energia.
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