CCEE divulga nova Função de Custo Futuro do NEWAVE para PLD de setembro
A CCEE publicou a nova Função de Custo Futuro (FCF) do modelo NEWAVE, que será utilizada para o cálculo do PLD de setembro de 2026. A medida corrige uma inconsistência na representação da geração térmica mínima da UTE Manaus I, aprimorando a precificação da água nos reservatórios e estabelecendo um novo patamar de referência para o mercado de curto prazo.
A CCEE publicou a nova Função de Custo Futuro (FCF) do modelo NEWAVE, que balizará o cálculo do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) para setembro de 2026. A medida, divulgada nesta segunda-feira (31/08), corrige uma inconsistência no arquivo EXPT.DAT (mnemônico GTMIN) referente à geração térmica mínima da UTE Manaus I, conforme apuração do Radar Energia junto à CCEE, e está em conformidade com a Resolução Normativa ANEEL nº 1.032/2022.
A correção ajusta a inflexibilidade térmica declarada pela usina, um dado de entrada crítico para o modelo. Ao reexecutar o NEWAVE com a FCF revisada, a CCEE assegura que o valor da água armazenada nos reservatórios seja precificado de forma mais aderente à realidade operacional do sistema, impactando diretamente o Custo Marginal de Operação (CMO) e, por consequência, o PLD. Para setembro, a projeção média do PLD, após a correção, ficou em R$ 156/MWh em todos os submercados, segundo análise de sensibilidade.
A nova FCF passou a ser considerada para o cálculo do PLD a partir de 29 de agosto, sem regras de transição ou carência, seguindo o Art. 27 da RN ANEEL nº 1.032/2022. Este artigo determina o efeito da correção no dia subsequente à identificação do erro. Essa aplicação imediata reforça a agilidade regulatória na busca pela precisão e pode exigir uma reavaliação rápida de estratégias e posições por parte dos agentes do Mercado de Curto Prazo (MCP), que utilizam o PLD como referência para liquidação financeira.
Este ajuste se insere no contexto de contínuo aprimoramento e discussão dos modelos de precificação do setor, tema debatido no 'Encontro do PLD' realizado pela própria CCEE em julho deste ano. A correção atual demonstra a vigilância e a necessidade de refinamento constante dos dados de entrada para garantir a precisão do PLD, crucial para a gestão de risco e a tomada de decisões no ambiente de comercialização de energia.
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