Operação Bomba Oculta bloqueia 1.283 CNPJs de postos clandestinos em SP
A Operação Bomba Oculta, deflagrada em 28 de agosto de 2026 em São Paulo, bloqueou e interditou postos de combustíveis clandestinos, tornando inaptos 1.283 CNPJs e 228 Inscrições Estaduais. A ação visa desarticular a estrutura financeira de fraudes e sonegação fiscal no setor, após investigações revelarem um esquema que movimentou cerca de R$ 2,9 bilhões.
A Operação Bomba Oculta, deflagrada em 28 de agosto de 2026 em São Paulo, bloqueou e interditou postos de combustíveis clandestinos, tornando inaptos 1.283 CNPJs e 228 Inscrições Estaduais. A ação conjunta, coordenada por uma força-tarefa, teve como foco desarticular a estrutura financeira e operacional de empresas envolvidas em fraudes e sonegação fiscal no setor de combustíveis, conforme informações da PGFN.
As medidas práticas incluem o bloqueio de contas bancárias e a impossibilidade de emissão de documentos fiscais eletrônicos por parte das empresas com CNPJs e Inscrições Estaduais tornados inaptos. Adicionalmente, seis postos de combustíveis que operavam clandestinamente na capital paulista foram lacrados pelas equipes da força-tarefa. A base legal para a inaptidão dos CNPJs é a Instrução Normativa RFB nº 2.340, publicada em 24 de agosto de 2026, que alterou as hipóteses de declaração de inaptidão no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica e entrou em vigor imediatamente.
A operação é coordenada pela Receita Federal do Brasil (RFB), Sefaz/SP, ANP, Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE/SP), Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e Polícia Civil. As investigações revelaram que o esquema de lavagem de dinheiro, sonegação e fraude movimentou cerca de R$ 2,9 bilhões. O mercado legal de combustíveis, o consumidor e a arrecadação pública são os principais beneficiados, com a redução da concorrência desleal e a proteção contra fraudes.
A Operação Bomba Oculta é um desdobramento direto da Operação Carbono Oculto, que completou um ano em 28 de agosto de 2026, evidenciando uma continuidade nas ações de combate ao crime organizado no setor de combustíveis. Este histórico de fiscalização se alinha a outras ações da ANP, como a revogação cautelar de autorizações de distribuidoras por fraudes, a exemplo do ocorrido com a Saara e Petroriente em julho de 2026, sinalizando uma postura mais proativa e integrada do Estado para garantir a integridade do mercado.
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