Braskem amplia limite de crédito comercial com Petrobras para R$ 2,35 bilhões
A Braskem e a Petrobras elevaram o limite de crédito comercial para aquisição de matérias-primas de R$ 350 milhões para R$ 2,35 bilhões. A medida, formalizada em 24 de agosto, visa dar fôlego financeiro à petroquímica em meio ao seu processo de recuperação extrajudicial, garantindo o fornecimento de insumos essenciais.
A Braskem e a Petrobras ampliaram o limite de crédito comercial para a aquisição de matérias-primas fornecidas pela estatal, passando de R$ 350 milhões para R$ 2,35 bilhões. O aumento de R$ 2 bilhões, comunicado via Fato Relevante pela petroquímica em 26 de agosto, visa dar fôlego financeiro crucial à Braskem para a continuidade de suas operações, especialmente em meio ao processo de recuperação extrajudicial.
O novo teto de crédito, com prazo de pagamento de 30 dias, é assegurado por garantias robustas. A Braskem oferecerá a cessão fiduciária de direitos creditórios de clientes, no montante aproximado de R$ 1 bilhão por mês, direcionando esses recebíveis a uma conta vinculada com retenção mínima de R$ 300 milhões. A efetivação do limite está condicionada à constituição dessas contas e à existência de um saldo mínimo de R$ 150 milhões, com a Petrobras podendo suspender o crédito em caso de descumprimento do fluxo mínimo mensal de recebíveis.
A formalização do acordo ocorreu em 24 de agosto, data que coincide com o protocolo do pedido de recuperação extrajudicial da Braskem na Justiça de São Paulo. Para a petroquímica, a garantia de fornecimento de insumos como nafta e gás natural é vital para a estabilidade operacional, evitando desabastecimento na cadeia petroquímica nacional. A Petrobras, por sua vez, mantém um cliente estratégico, assegurando volumes de venda de derivados e gás natural, este último com o Brent negociado hoje a US$ 88,10 e o dólar a R$ 5,21.
Com vigência estabelecida até o final de 2026, o acordo reforça a busca por estabilidade financeira da Braskem, que em agosto já havia reestruturado a dívida de sua joint venture mexicana, Braskem Idesa, reduzindo o endividamento sênior em US$ 920 milhões. A continuidade do fornecimento é crucial para a Braskem, mas o cumprimento das garantias será monitorado de perto pela Petrobras, que poderá suspender o crédito em caso de falha nas condições estabelecidas.
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