ANP: Preço do diesel S-10 recua 1% em agosto; gasolina cai 0,45% e GLP perde patamar de R$ 114
O preço médio do diesel S-10 registrou queda de 1% em agosto de 2026, fechando o mês em R$ 6,88 por litro, segundo levantamento da ANP. A gasolina também recuou 0,45%, para R$ 6,88/L, e o gás de cozinha (GLP) encerrou o mês em R$ 113,90, abaixo do patamar de R$ 114,00. As reduções ocorrem em um contexto de subvenção governamental ao diesel.
O preço médio do diesel S-10 nos postos de abastecimento do país registrou queda de 1% em agosto de 2026, em relação à última semana de julho, atingindo R$ 6,88 por litro. Os dados, levantados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), também indicam uma redução de 0,45% no preço médio da gasolina no mês, que fechou em R$ 6,88 por litro. O gás de cozinha (GLP) acompanhou a tendência, encerrando agosto com preço médio de R$ 113,90, abaixo do patamar de R$ 114,00 observado nos meses anteriores.
As reduções nos preços ocorrem em um contexto de intervenção governamental para estabilizar os custos dos combustíveis no mercado doméstico. A Medida Provisória (MP) nº 1.388/2026, publicada em 25 de agosto, instituiu um crédito extraordinário de R$ 3,152 bilhões, dos quais R$ 2,552 bilhões são especificamente destinados à subvenção da produção e importação de diesel. O objetivo é amortecer o impacto da alta do produto no mercado internacional sobre o consumidor final, influenciando a formação do preço ao longo da cadeia de suprimentos.
Para o setor de energia, essa política busca preservar parcialmente a economia contra a volatilidade do Brent, que hoje opera acima de US$ 90 por barril. A queda do diesel S-10, principal insumo logístico do país, alivia diretamente os custos operacionais de transportadoras e do agronegócio, podendo mitigar pressões inflacionárias sobre fretes e, consequentemente, sobre bens de consumo. A medida dá continuidade a uma tendência de recuo, visto que o Radar Energia já havia noticiado uma queda de 0,7% no diesel em meados de julho.
A subvenção, apesar do custo fiscal para o Tesouro Nacional, beneficia diretamente consumidores finais e agentes da cadeia de transporte, que veem seus custos operacionais reduzidos. Produtores e importadores de diesel, por sua vez, recebem o subsídio para compensar a diferença entre os preços internacionais e os praticados internamente. Essa estratégia governamental de intervenção reflete uma disposição em proteger a economia de choques externos, um precedente já observado em outros momentos de alta volatilidade do mercado de petróleo.
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