ONS projeta avanço de 5,9% na carga do SIN em setembro
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) projeta um aumento de 5,9% na carga de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional (SIN) para setembro de 2026, atingindo 85.118 MWm. Todos os subsistemas devem registrar crescimento, sinalizando uma demanda robusta que pode pressionar o Custo Marginal de Operação (CMO) e o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD).
As primeiras projeções do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para setembro de 2026 indicam um avanço de 5,9% na carga de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional (SIN) em comparação com o mesmo período do ano anterior, alcançando 85.118 megawatts médios (MWm). Divulgados em 28 de agosto, os dados apontam para crescimento em todos os subsistemas: Sudeste/Centro-Oeste com 5,3% (47.403 MWm), Sul com 6,5% (13.821 MWm), Nordeste com 7,1% (14.398 MWm) e Norte com 6,5% (9.496 MWm).
Este cenário de demanda robusta tende a pressionar o balanço energético do sistema, podendo exigir o despacho de usinas térmicas de custo mais elevado. O ONS projeta o Custo Marginal de Operação (CMO) em R$ 152,86 para os submercados Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Nordeste, e em R$ 581,48 para o Norte. Para os agentes do Ambiente de Contratação Livre (ACL), isso se traduz em maior risco de exposição para consumidores descontratados e na necessidade de revisão de estratégias de compra e venda. No Ambiente de Contratação Regulada (ACR), as distribuidoras podem ver seus custos de aquisição de energia impactados, enquanto a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira tarifária amarela para o mês, com custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh.
A projeção de 5,9% de crescimento da carga para setembro consolida uma tendência de alta observada nos meses anteriores, como os 4,8% projetados para agosto e 2,3% para julho, conforme dados do próprio ONS. Essa sequência de aumentos na demanda reflete a manutenção da atividade econômica e as condições climáticas, incluindo os efeitos do fenômeno El Niño, que impulsionam o consumo e exigem atenção redobrada na gestão dos recursos hídricos e no planejamento do despacho.
Geradores com garantia física e lastro adequados, especialmente aqueles com custos variáveis baixos, podem se beneficiar de um possível aumento no despacho e nos preços de curto prazo. Por outro lado, comercializadores com posições vendidas desprotegidas e consumidores livres com maior exposição ao spot tendem a enfrentar custos mais elevados. As projeções de carga podem influenciar o patamar de preços do PLD.
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