Cade aprova arrendamento do Terminal Gás Sul pelo Grupo J&F
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou o arrendamento do Terminal Gás Sul (TGS) pelo Grupo J&F, via Âmbar Energia, da New Fortress Energy (NFE). A decisão, formalizada em 28 de agosto de 2026, permite que a J&F assuma a operação e exploração comercial de parte da infraestrutura estratégica de regaseificação de GNL, localizada na Baía da Babitonga, em São Francisco do Sul (SC).
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou o arrendamento do Terminal Gás Sul (TGS), em São Francisco do Sul (SC), pelo Grupo J&F, via Âmbar Energia, da New Fortress Energy (NFE). A decisão, formalizada em 28 de agosto de 2026, permite que a J&F assuma a operação e exploração comercial de parte da infraestrutura estratégica de regaseificação de GNL, localizada na Baía da Babitonga (SC).
Em sua análise, o Cade entendeu que a participação das empresas em mercados com integração vertical, como o de gás natural, se mantém dentro do patamar de 30%, limite a partir do qual se presume capacidade de fechamento de mercado. Com isso, a operação não deve acarretar prejuízos ao ambiente concorrencial. A NFE, por sua vez, manterá a propriedade do terminal e continuará a usufruir de parte da capacidade para suprir contratos próprios, como o abastecimento da UTE Lins II a partir de 2031, enquanto a J&F visa fortalecer o suprimento para suas usinas termelétricas e outros consumidores.
O TGS possui capacidade de regaseificação de até 15 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia (Mm³/dia) e armazenamento de 138 mil metros cúbicos de GNL, interligado à malha da TBG em Garuva (SC). A operação, que complementa a Resolução nº 1.003/2026 da ANP sobre acesso não discriminatório a terminais de GNL, tende a aumentar a flexibilidade e a oferta de gás na região Sul, historicamente dependente do gás boliviano. Essa diversificação de suprimento pode influenciar a dinâmica de preços no mercado, incluindo a formação do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) e o lastro de energia, com potenciais benefícios para consumidores do mercado livre e regulado a longo prazo.
Para o mercado, a decisão do Cade reforça a aplicação de critérios concorrenciais para transações no setor de gás e sinaliza o compromisso regulatório com a abertura do mercado e a prevenção de concentrações. A NFE espera que o contrato gere um EBITDA anual de US$ 50 milhões até 2027, otimizando seus ativos e realocando capital, enquanto o Grupo J&F amplia sua atuação em um segmento estratégico para o abastecimento energético nacional.
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