Cemig: Márcio Nunes indicado à presidência; Peixoto vai para o Conselho
O acionista controlador da Cemig indicou Márcio Augusto Vasconcelos Nunes para a presidência da companhia, em uma mudança que ocorre pouco mais de três meses após a posse do então presidente Alexandre Ramos Peixoto. Peixoto, por sua vez, foi indicado para os cargos de conselheiro e presidente do Conselho de Administração, com as movimentações ainda sujeitas aos ritos de governança da estatal.
O acionista controlador da Cemig, o Estado de Minas Gerais, indicou Márcio Augusto Vasconcelos Nunes para assumir a presidência da companhia. A movimentação, comunicada via Fato Relevante na última sexta-feira (28), ocorre pouco mais de três meses após a posse do então presidente Alexandre Ramos Peixoto, que agora foi indicado para os cargos de conselheiro e presidente do Conselho de Administração da estatal.
Além de Peixoto, Sérgio Pessoa de Paula Castro, ex-vice-presidente jurídico da Cemig, também foi indicado para uma cadeira no Conselho de Administração. As indicações alteram a composição estabelecida na Assembleia Geral Ordinária de abril de 2026, que elegeu um mandato unificado de dois anos para o colegiado.
As indicações para a presidência e o Conselho de Administração ainda estão sujeitas aos procedimentos de governança previstos na legislação vigente e no Estatuto Social da companhia. Márcio Augusto Vasconcelos Nunes passará por um processo interno junto ao Conselho de Administração antes de ser oficializado no cargo de presidente, e o colegiado deverá aprovar as indicações e eleger os novos presidentes, conforme o estatuto.
Interlocutores do setor atribuem a mudança na presidência da Cemig a um pleito da Federação União Progressista (União Brasil e PP) em troca de apoio político, o que, para eles, evidencia a influência de grupos políticos na gestão da estatal.
O mercado e os investidores tendem a monitorar de perto a sucessão, pois incertezas relacionadas à governança podem impactar a percepção sobre o desempenho das ações e a distribuição de dividendos. O Safra, por exemplo, já alertou que essas incertezas, somadas aos elevados investimentos planejados pela Cemig para 2026, de aproximadamente R$ 6,7 bilhões, podem pressionar a companhia.
O plano de investimentos da Cemig para 2026 prevê R$ 5,27 bilhões para distribuição, R$ 375 milhões para geração distribuída e R$ 227 milhões para gás natural. A continuidade e a execução desses projetos estratégicos serão um ponto de atenção para a nova gestão, dada a relevância para a qualidade do serviço e futuras revisões tarifárias.
Em um contexto distinto, mas positivo para a Cemig, o Ministério de Minas e Energia (MME) prorrogou por mais 30 anos a concessão da Usina Hidrelétrica Sá Carvalho, de 78 MW, operada pela companhia. A decisão, publicada no Diário Oficial em 28 de agosto de 2026, representa uma notícia favorável em termos de continuidade operacional e lastro para a empresa.
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