Copel rebaixa reservatório de Foz do Areia preventivamente para gerenciar cheias
A Copel reduziu em mais de meio metro o nível do reservatório da Usina Hidrelétrica Foz do Areia em 48 horas, em uma estratégia preventiva coordenada com o ONS para criar margem de segurança e absorver chuvas fortes previstas na bacia do Rio Iguaçu, operando em regime de fio d'água desde julho.
A Copel reduziu o nível do reservatório da Usina Hidrelétrica Governador Bento Munhoz da Rocha Netto (Foz do Areia) em mais de meio metro em 48 horas, em uma estratégia operacional preventiva coordenada com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O objetivo é criar uma margem de segurança para absorver as chuvas fortes previstas na bacia do Rio Iguaçu, mantendo as comportas abertas e operando em regime de fio d'água desde julho de 2026.
Para atingir o rebaixamento, a Copel liberou cerca de 3.000 m³/s, superando a vazão afluente estimada de 2.750 m³/s. O reservatório de Foz do Areia atingiu aproximadamente 87% de armazenamento em 11 de setembro de 2026. A medida contínua reflete a prioridade da gestão hidráulica integrada para a segurança das comunidades a jusante e da infraestrutura da usina.
A operação preventiva integra o monitoramento contínuo dos reservatórios brasileiros. O ONS projetou, em agosto de 2026, que os subsistemas Norte e Sul encerrariam o mês com mais de 80% de Energia Armazenada. Este cenário reforça a necessidade de gestão proativa para lidar com períodos de chuvas intensas e evitar vertimentos não controlados. A Copel monitora continuamente as condições hidrológicas e mantém comunicação com a Defesa Civil para orientar as comunidades ribeirinhas.
Embora essencial para a segurança, a liberação controlada de grandes volumes de água destaca a tensão inerente à gestão de recursos hídricos em períodos de alta afluência, equilibrando a proteção contra cheias com a manutenção da capacidade de geração.
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