Energisa reporta prejuízo de R$ 40 milhões no 2T26 e aprova dividendos
A Energisa (ENGI11) registrou prejuízo líquido consolidado de R$ 40 milhões no segundo trimestre de 2026, revertendo o lucro do ano anterior. O resultado foi impactado por um efeito contábil não caixa, enquanto a companhia aprovou a distribuição de R$ 251,5 milhões em dividendos e avançou em movimentos estratégicos de otimização de capital.
A Energisa (ENGI11) reportou um prejuízo líquido consolidado de R$ 40 milhões no segundo trimestre de 2026, revertendo o lucro de R$ 490 milhões registrado no mesmo período do ano anterior. Apesar do resultado contábil negativo, a companhia aprovou a distribuição de R$ 251,5 milhões em dividendos intercalares, conforme comunicado divulgado nesta quinta-feira (6).
O prejuízo foi majoritariamente impactado por um efeito contábil negativo de R$ 596 milhões, sem efeito caixa, decorrente da reclassificação de ativos de transmissão para a categoria “mantidos para venda”, em linha com as regras IFRS para ativos em início de contrato. Excluindo esses efeitos extraordinários, o lucro líquido consolidado ajustado recorrente da Energisa no 2T26 foi de R$ 88 milhões, representando uma queda de 80% em comparação com o 2T25.
A aprovação dos dividendos, que equivalem a R$ 0,50 por Unit e R$ 0,10 por ação ordinária ou preferencial, demonstra a continuidade da política de remuneração aos acionistas. O pagamento será efetuado em 24 de agosto de 2026, com a data-corte para direito aos proventos definida para o fim do pregão de 11 de agosto de 2026.
Em paralelo, a Energisa avançou em movimentos estratégicos para otimizar sua estrutura de capital e garantir estabilidade regulatória. A venda de cinco ativos de transmissão para a Taesa, anunciada em maio e avaliada em R$ 2,3 bilhões, visa reduzir o endividamento da companhia, embora ainda dependa de aprovações regulatórias da ANEEL e do CADE. No segmento de distribuição, a empresa renovou as concessões de quatro de suas maiores distribuidoras por mais 30 anos, assegurando previsibilidade de receita de longo prazo.
Apesar de um aumento de 38% nas despesas financeiras líquidas recorrentes, que atingiram R$ 1,174 bilhão impulsionadas por um crescimento de 15% na dívida líquida, a alavancagem da companhia apresentou melhora. A relação dívida líquida/EBITDA ajustado dos covenants caiu de 3,5x no fim do 1T26 para 3,1x no 2T26, influenciada pela venda de ações preferenciais da Denerge (R$ 1,4 bilhão) e pelos efeitos do Acordo ERO.
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