Brasil e Coreia do Sul firmam acordos em energia e minerais críticos
O Ministério de Minas e Energia (MME) anunciou que Brasil e Coreia do Sul assinaram acordos de cooperação estratégica nas áreas de energia elétrica, renováveis e minerais críticos. A parceria visa fortalecer cadeias produtivas e acelerar a transição energética, com foco em agregação de valor no Brasil e segurança de suprimento para a Coreia do Sul.
O Ministério de Minas e Energia (MME) informou que o Brasil e a Coreia do Sul assinaram acordos de cooperação em energia elétrica, energias renováveis e minerais críticos. A parceria busca fortalecer as cadeias produtivas e impulsionar a transição energética global, conforme comunicado pela pasta.
Os instrumentos firmados incluem um Memorando de Entendimento (MoU) para a área de energia, que prevê a ampliação da cooperação em renováveis, eficiência energética, transmissão, distribuição, redes inteligentes, pesquisa e desenvolvimento (P&D), além de capacitação técnica. Paralelamente, um Comunicado Conjunto para minerais críticos visa fortalecer cadeias de valor resilientes e sustentáveis para insumos como lítio, terras raras, níquel e grafita, incentivando o processamento e refino no Brasil. O MoU de energia tem vigência inicial de cinco anos, com renovação automática, e os acordos dão continuidade à Parceria Estratégica e ao Plano de Ação Brasil-Coreia 2026-2029, estabelecidos em fevereiro.
Com a formalização, o Brasil se posiciona como um polo de valor agregado na cadeia global de transição, incentivando o processamento e refino local e gerando empregos qualificados, em vez da mera exportação de minério bruto. Já a Coreia do Sul, uma potência industrial dependente de importações, assegura acesso a insumos estratégicos para suas indústrias de alta tecnologia e baterias, mitigando riscos geopolíticos e de concentração de oferta.
A cooperação em energia, focada em renováveis e redes inteligentes, capitaliza o vasto potencial brasileiro e a expertise tecnológica sul-coreana, podendo acelerar a implementação de soluções avançadas no país e oferecer à Coreia do Sul uma plataforma para testar e exportar suas tecnologias. Governos de ambos os países devem agora implementar as iniciativas, facilitando investimentos e intercâmbio técnico, enquanto empresas e instituições de P&D são incentivadas a formar parcerias e desenvolver projetos conjuntos.
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