EPE projeta avanço da MMGD e mercado livre no Painel de Distribuição 2026
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) publicou a edição 2026 do Painel Mercado de Distribuição, que aponta para um crescimento expressivo da mini e microgeração distribuída (MMGD) e da migração para o Ambiente de Contratação Livre (ACL), com base em dados fornecidos pelas distribuidoras.
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) divulgou a edição 2026 do Painel Mercado de Distribuição, relatório que projeta a continuidade do avanço da mini e microgeração distribuída (MMGD) e da migração de consumidores para o Ambiente de Contratação Livre (ACL). O documento, publicado em 24 de setembro, reúne informações inéditas de energia injetada de MMGD e perdas na distribuição, coletadas no sistema SIMPLES Projeções Anuais em agosto, e reflete a visão das próprias distribuidoras sobre a evolução do mercado.
Os dados do Painel indicam que a energia injetada de MMGD teve um crescimento expressivo de 41,8% em 2025, adicionando 16,2 TWh ao sistema. Para 2026, as distribuidoras esperam uma expansão adicional de 18,1%, o que representa mais 10,0 TWh. Com isso, a participação da MMGD no consumo cativo, que foi de 17,8% em 2025, deve alcançar 21,2% em 2026, um aumento de 3,3 pontos percentuais em um ano.
A migração para o mercado livre também segue em ritmo acelerado. A participação do consumo livre no mercado de distribuição avançou de 39,9% em 2025 para uma projeção de 41,2% em 2026, um incremento de 1,2 pontos percentuais, conforme as expectativas das distribuidoras. Este movimento contínuo de desverticalização do mercado de distribuição é um dos principais vetores de transformação do setor elétrico brasileiro.
O Painel Mercado de Distribuição é um produto da cooperação entre a EPE e os agentes de distribuição, realizado no âmbito da Comissão Permanente de Análise e Acompanhamento do Mercado de Energia Elétrica (COPAM), coordenada pela EPE e instituída pelo Ministério de Minas e Energia (MME). O relatório, de caráter estatístico e analítico, não estabelece novas regras ou limites regulatórios, mas fornece subsídios cruciais para o planejamento energético e a compreensão das tendências estruturais do consumo, com implicações para o Ambiente de Contratação Regulada (ACR) e a gestão das redes.
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