Light aprova aval para emissão de R$ 1 bilhão em notas comerciais da subsidiária
A Light S.A. aprovou um aval irrevogável para a primeira emissão de notas comerciais de sua subsidiária Light Serviços de Eletricidade (Light SESA), no valor de R$ 1 bilhão, com vencimento em 30 de setembro de 2029. Os recursos serão direcionados para investimentos na prestação do serviço público de distribuição de energia elétrica.
O conselho de administração da Light S.A. aprovou o aval irrevogável para a primeira emissão de notas comerciais da Light Serviços de Eletricidade (Light SESA), sua subsidiária de distribuição, no valor de R$ 1 bilhão. A operação, com vencimento em 30 de setembro de 2029, destina-se exclusivamente à prestação do serviço público e às atividades da concessão, conforme fato relevante divulgado pela companhia nesta sexta-feira (25).
A emissão envolve 1 milhão de títulos, cada um com valor nominal unitário de R$ 1 mil. Os juros remuneratórios serão equivalentes a 100% da variação acumulada da Taxa DI, acrescida de uma sobretaxa de 4,75% ao ano. A captação ocorre em um momento estratégico para a Light, que encerrou sua recuperação judicial em 17 de setembro e concluiu uma capitalização de R$ 1,5 bilhão em julho.
Os R$ 1 bilhão captados reforçam a estrutura de capital da Light SESA, que planeja investir cerca de R$ 10 bilhões nos próximos cinco anos na modernização da rede de distribuição. O aval da holding é crucial para a atratividade da operação, mitigando o risco de crédito da subsidiária e aproveitando o perfil financeiro melhorado do grupo após sua reestruturação. A operação é regulada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e visa impulsionar a melhoria da eficiência e da qualidade do serviço a longo prazo.
A operação da Light SESA reflete uma tendência de financiamento de longo prazo no setor. Em setembro, a Copel Geração e Transmissão (Copel GeT) também anunciou uma emissão de R$ 1 bilhão em notas comerciais, embora com termos e prazos distintos. O custo da dívida da Light SESA, atrelado ao DI mais 4,75% ao ano, exigirá monitoramento em um cenário de juros voláteis. A capacidade da distribuidora de converter esses recursos em investimentos eficientes será fundamental para gerar retornos adequados e impactar a alavancagem do grupo, que a Fitch projetou para cair de 7,8 vezes o Ebitda em 2025 para 4,3 vezes em 2027.
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