ONS projeta afluência de 222% da MLT no Sul para semana de agosto
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) projeta uma afluência de 222% da Média de Longo Termo (MLT) para a Energia Natural Afluente (ENA) na Região Sul na semana operativa de 8 a 14 de agosto de 2026. O cenário hidrológico excepcionalmente favorável tende a pressionar o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) para baixo no submercado, beneficiando hidrelétricas e o mercado livre.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) projeta para a Região Sul do Brasil a maior afluência do Sistema Interligado Nacional (SIN) na semana operativa de 8 a 14 de agosto de 2026, com 222% da Média de Longo Termo (MLT) para a Energia Natural Afluente (ENA). A estimativa, divulgada nos boletins operacionais do ONS, como o Programa Mensal de Operação (PMO), indica uma condição hidrológica excepcionalmente favorável para o submercado Sul.
Esse cenário de alta disponibilidade hídrica permite que as usinas hidrelétricas da região operem com maior capacidade, aumentando a oferta de energia de baixo custo e reduzindo a necessidade de despacho de usinas térmicas, especialmente aquelas com Custo Marginal de Operação (CMO) mais elevado. A consequência direta é uma pressão baixista sobre o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) no submercado Sul, impactando as estratégias de comercialização para geradores, comercializadores e consumidores livres (ACL).
Para a semana em questão, o CMO, que baliza o PLD, foi projetado em R$ 120,45/MWh para os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Nordeste, enquanto no Norte a projeção é de R$ 581,48/MWh. A robustez hídrica do Sul se reflete no PLD médio mensal projetado para agosto, de R$ 86,98/MWh, o menor entre os subsistemas e significativamente abaixo da média do SIN (R$ 129,19/MWh) e dos valores do Sudeste/Centro-Oeste (R$ 120,48/MWh).
A projeção de 222% da MLT para o Sul contrasta com as expectativas para outras regiões do SIN na mesma semana: Sudeste/Centro-Oeste com 91% da MLT, Norte com 64% e Nordeste com 63%. Essa disparidade hidrológica reforça a importância da interligação do sistema para o balanço energético nacional, permitindo que parte do excedente do Sul possa ser escoado para atender à demanda de outras áreas, embora o impacto mais agudo se concentre localmente.
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