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Hidráulica36.678 MW(50%) 9,54%Térmica8.549 MW(12%) 0,84%Eólica14.770 MW(20%) 12,10%Solar12.533 MW(17%) 7,25%Nuclear1.350 MW(2%) 0,74%Hidráulica36.678 MW(50%) 9,54%Térmica8.549 MW(12%) 0,84%Eólica14.770 MW(20%) 12,10%Solar12.533 MW(17%) 7,25%Nuclear1.350 MW(2%) 0,74%Hidráulica36.678 MW(50%) 9,54%Térmica8.549 MW(12%) 0,84%Eólica14.770 MW(20%) 12,10%Solar12.533 MW(17%) 7,25%Nuclear1.350 MW(2%) 0,74%
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Projeto japonês de geotermia de baixa profundidade registra economia de 41% em testes no Tajiquistão

Um projeto liderado por pesquisadores japoneses no Tajiquistão demonstra o potencial das bombas de calor geotérmicas de baixa profundidade (GSHP) para reduzir significativamente o consumo de energia e a dependência de carvão. Testes na capital Duchambe registraram uma economia de 41% na climatização, superando as expectativas iniciais.

21 de setembro de 2026 às 11:07Fonte oficial: TimesbrasilRedação Radar Energia
Projeto japonês de geotermia de baixa profundidade registra economia de 41% em testes no Tajiquistão
Foto: Timesbrasil

Um projeto de energia geotérmica de baixa profundidade, liderado por pesquisadores japoneses no Tajiquistão, registrou uma economia de 41% no consumo de energia para resfriamento em testes na capital Duchambe, superando a previsão inicial de 30%. A iniciativa, que visa reduzir a dependência do carvão no país da Ásia Central, utiliza bombas de calor geotérmicas (GSHP) para aproveitar a temperatura estável do subsolo, conforme apurou o Timesbrasil.

A tecnologia GSHP opera aproveitando a temperatura constante do solo, cerca de 15°C a poucos metros de profundidade, para aquecer ou resfriar ambientes. Segundo os pesquisadores, essa estabilidade permite uma redução de 30% a 50% no consumo elétrico em comparação com sistemas convencionais. Para o Tajiquistão, onde 96% da eletricidade vem de hidrelétricas e o inverno causa grave escassez e alta queima de carvão, a solução oferece uma alternativa para aliviar a pressão sobre a infraestrutura energética, ainda limitada por heranças soviéticas.

Iniciado em 2021 e com conclusão prevista para a primavera de 2027, o projeto é liderado por Fumiaki Inagaki, da Universidade de Akita, no Japão, e financiado pelo programa Science and Technology Research Partnership for Sustainable Development (SATREPS). A pesquisa enfrentou obstáculos como a profundidade do lençol freático em áreas áridas, restrições da pandemia de Covid-19 e dificuldades logísticas pós-invasão da Ucrânia. A superação desses desafios, aliada à experiência consolidada da GSHP no Japão em locais como o aeroporto de Haneda e sistemas de derretimento de neve, demonstra a adaptabilidade da tecnologia a contextos diversos e desafiadores.

A iniciativa contribui para a descarbonização ao reduzir a queima de carvão e melhora a segurança energética do Tajiquistão, sem demandar nova capacidade de geração na matriz. O projeto, desenvolvido no âmbito do programa SATREPS, também inclui a elaboração de mapas de potencial geotérmico com inteligência artificial e o desenvolvimento de modelos para captação de recursos.

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