Terceirizados de energia são presos por furto de cabos em Porto Alegre
Dois funcionários terceirizados de uma companhia de energia foram presos em Porto Alegre por furto de cabos, após a polícia apreender mais de 55 quilos de cobre e alumínio. O incidente evidencia a persistência desse tipo de crime, que gera prejuízos milionários ao setor elétrico e afeta diretamente os consumidores com interrupções no fornecimento.
A Polícia Civil prendeu em Porto Alegre dois funcionários terceirizados de uma companhia de energia elétrica, acusados de furto de cabos. Com a dupla, os agentes apreenderam mais de 55 quilos de cobre e alumínio, materiais com alto valor no mercado ilegal.
O furto de cabos representa um desafio constante e em expansão para o setor de distribuição de energia, impulsionado pela valorização de metais como o cobre e o alumínio no mercado internacional de commodities. Essa prática não só acarreta perdas financeiras significativas para as distribuidoras, mas também provoca interrupções no fornecimento que prejudicam residências, comércio e indústria.
Dados da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (ABRADEE) ilustram a dimensão do problema: em 2022, o setor registrou mais de 70 mil ocorrências de furto e vandalismo, com a subtração de mais de 10 mil toneladas de cabos em todo o país. O prejuízo anual é estimado em centenas de milhões de reais, impactando os custos operacionais das empresas e, consequentemente, a tarifa de energia paga pelos consumidores.
Para combater essa realidade, as distribuidoras têm investido em segurança, estabelecido parcerias com órgãos policiais e substituído materiais por alternativas menos atrativas, como cabos multiplexados de alumínio. Paralelamente, intensifica-se o debate sobre a necessidade de uma regulamentação mais rigorosa para o comércio de sucatas e metais, visando dificultar a receptação e desestimular a cadeia criminosa.
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