Edge e governo gaúcho firmam MoU para terminal de GNL em Rio Grande
A Edge, subsidiária da Compass Gás e Energia, e o Governo do Rio Grande do Sul firmaram um Memorando de Entendimento para desenvolver e operar um terminal terrestre de Gás Natural Liquefeito (GNL) no Porto de Rio Grande. O projeto visa diversificar o suprimento de gás natural no estado, focado em atender indústrias e grandes consumidores fora da malha de gasodutos.
A Edge, subsidiária da Compass Gás e Energia, firmou um Memorando de Entendimento (MoU) com o Governo do Rio Grande do Sul para a implantação de um terminal terrestre de Gás Natural Liquefeito (GNL) no município de Rio Grande. O acordo, divulgado pela ABEGÁS com base em comunicado da Compass à CVM, busca enfrentar as restrições de fontes e de acesso ao gás natural no estado, com foco na distribuição para consumidores industriais e grandes usuários não conectados à malha de gasodutos.
O projeto, cujas bases foram estabelecidas em 23 de setembro de 2026, prevê uma capacidade inicial de 800 mil m³/dia, com possibilidade de expansão modular até 3 milhões m³/dia, conforme a maturação comercial do mercado. A distribuição do GNL será realizada no modelo 'off-grid', utilizando caminhões criogênicos para levar o insumo diretamente aos consumidores gaúchos, superando as limitações geográficas da infraestrutura de gasodutos existente.
A iniciativa se insere no contexto da busca do Rio Grande do Sul por maior segurança energética e diversificação de suprimento, diante das restrições históricas do Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol). O futuro terminal de Rio Grande operará de forma integrada ao Terminal de Regaseificação de São Paulo (TRSP), em Santos (SP), já operado pela Edge, o que demonstra a expertise da companhia no setor. O desenvolvimento e a alocação de capital do projeto, contudo, dependem da Decisão Final de Investimento (FID) da Compass e da aprovação de órgãos competentes, como a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
A entrada de uma nova fonte de suprimento de GNL, com potencial apoio de incentivos fiscais do governo gaúcho, tende a aumentar a competitividade do gás natural para o mercado livre (ACL) no estado. Isso pode resultar em preços mais atrativos para indústrias e grandes consumidores, que hoje enfrentam custos elevados ou falta de acesso, impactando positivamente a atratividade econômica para novos investimentos. Atualmente, o preço do Gás Natural no mercado internacional está em torno de US$ 3,18/MMBtu, enquanto o Brent é negociado a cerca de US$ 105,50/bbl, indicadores que influenciam o custo do GNL importado.
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