Enel Rio eleva EBITDA em 2T26 e aguarda MME por prorrogação de concessão
A Enel Distribuição Rio registrou crescimento de 21,3% no EBITDA e 29% no CAPEX no segundo trimestre de 2026, em um momento crucial para a prorrogação de sua concessão. A ANEEL já recomendou ao Ministério de Minas e Energia (MME) a continuidade do contrato, que aguarda decisão final para garantir a operação por mais 30 anos.
A Enel Distribuição Rio divulgou um avanço de 21,3% no EBITDA e 21,8% na Margem Bruta no segundo trimestre de 2026, conforme balanço da companhia. Os resultados financeiros positivos são apresentados enquanto a distribuidora, que atende 3,1 milhões de consumidores em 66 municípios fluminenses, aguarda a decisão final do Ministério de Minas e Energia (MME) sobre a prorrogação de sua concessão.
Os investimentos (CAPEX) da Enel Rio totalizaram R$ 439,6 milhões no 2T26, um aumento de 29,0% em relação ao mesmo período do ano anterior, e R$ 879,1 milhões no acumulado do primeiro semestre, alta de 34,3%. A taxa de arrecadação da companhia alcançou 97,41% em junho de 2026, com um incremento de 1,50 ponto percentual. A venda e transporte de energia somaram 2.956 GWh no trimestre, alta de 1,4%, impulsionada pelo crescimento de 4,9% no mercado livre (ACL) no 2T26 e 6M26.
O processo de prorrogação da concessão da Enel Distribuição Rio, regido pelo Decreto nº 12.068/2024, avança após a ANEEL ter aprovado a minuta do contrato em fevereiro de 2025 e a distribuidora ter protocolado o pedido formal em março do mesmo ano. Em agosto de 2025, a Diretoria Colegiada da ANEEL, por meio do Despacho nº 2.485/2025, recomendou ao MME a prorrogação, confirmando o cumprimento dos critérios de eficiência e investimentos necessários para a continuidade da operação por mais 30 anos.
Apesar da redução do prejuízo líquido para R$ 61,3 milhões no 2T26, e de uma melhora de 16,8% na frequência das interrupções de energia (SAIFI) no 1T26, os indicadores de duração equivalente de interrupção (SAIDI) da Enel Américas para a Enel Rio mostraram uma leve deterioração no segundo trimestre. A controladora Enel Américas, em seus resultados, mencionou que “tarifas mais altas no Brasil impulsionaram o desempenho”, sugerindo que o ambiente tarifário contribuiu indiretamente para os resultados financeiros da distribuidora.
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