Engie Brasil incorpora controlada CEJA e assume UHE Santo Antônio do Jari
A Engie Brasil aprovou a incorporação da Companhia Energética do Jari (CEJA), sua controlada integral, assumindo diretamente a operação da UHE Santo Antônio do Jari (393 MW) e visando a simplificação de sua estrutura societária. A medida, que não altera a participação acionária, aguarda deliberação final em AGE no dia 31 de julho.
A Engie Brasil Energia (EGIE3) aprovou a incorporação de sua controlada integral Companhia Energética do Jari (CEJA), assumindo diretamente a titularidade e operação da Usina Hidrelétrica Santo Antônio do Jari, com 393 MW de capacidade instalada. A decisão, comunicada pela companhia, visa simplificar a estrutura societária e otimizar a gestão de ativos do grupo. A efetivação final da operação está agendada para deliberação em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) em 31 de julho de 2026.
Com a incorporação, a CEJA será extinta como pessoa jurídica, e a Engie Brasil passará a deter diretamente todos os direitos e obrigações relacionados à UHE Santo Antônio do Jari, cuja concessão é válida até outubro de 2045. A proposta foi aprovada pelo Conselho de Administração da Engie em 3 de junho, e a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) já concedeu anuência prévia para a transferência da concessão em 9 de junho, por meio de uma Resolução Autorizativa e do sexto termo aditivo ao contrato.
A reestruturação societária não implicará aumento de capital, emissão de novas ações ou alteração da participação dos acionistas da Engie, nem confere direito de recesso, com custos estimados em R$ 70 mil. A medida se alinha à estratégia de grandes grupos de energia em consolidar ativos e simplificar estruturas, buscando ganhos de eficiência operacional e administrativa ao eliminar camadas societárias e racionalizar processos internos.
A operação segue as normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em conformidade com a Resolução CVM n.º 44/2021, o artigo 3º da Resolução CVM n.º 78/2022 e o inciso VIII do artigo 122 da Lei n.º 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações). Este movimento de racionalização do portfólio e otimização de ativos já controlados reforça a gestão ativa de seus ativos de geração.
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