EPE, ONS e CCEE projetam carga do SIN com 4,0% de crescimento médio anual até 2030
A 1ª Revisão Quadrimestral das Previsões de Carga para o Planejamento Anual da Operação Energética 2026-2030, divulgada por EPE, ONS e CCEE, aponta um crescimento médio anual de 4,0% da carga do Sistema Interligado Nacional (SIN) no período. A projeção, que incorpora a expansão de Data Centers e uma revisão da Micro e Minigeração Distribuída (MMGD), é crucial para o planejamento do setor elétrico e a formação de preços de longo prazo.
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) divulgaram a 1ª Revisão Quadrimestral das Previsões de Carga para o Planejamento Anual da Operação Energética 2026-2030, que projeta um crescimento médio anual de 4,0% da carga do Sistema Interligado Nacional (SIN) no período. Para 2026, a carga global é estimada em 83.826 MW médios, com a expectativa de alcançar 98.824 MW médios em 2030, conforme o documento.
Em comparação com a previsão inicial de dezembro de 2025, houve uma redução média anual de 283 MW médios (-0,3%) na expectativa de carga, reflexo, em parte, do ajuste na estimativa de crescimento do PIB para 2026, de 2,1% para 2,0%. Os resultados incorporam, ainda, a expansão de Data Centers, que adicionam 321 MW médios em 2026, com a carga no Nordeste projetada para passar de 118 MW médios em 2026 para 716 MW médios em 2030, e a integração de Roraima ao Subsistema Norte, concluída em setembro de 2025.
A previsão de capacidade instalada acumulada de Micro e Minigeração Distribuída (MMGD) para 2030 foi revisada para 67,5 GW, representando uma queda de 1,9 GW (-2,8%) em relação à projeção inicial. O montante líquido médio de MMGD no SIN é projetado para 3.247 MW médios no final de 2030. A revisão para baixo reflete fatores como o aumento da cobrança do Fio B, conforme a Lei nº 14.300, e incertezas regulatórias pós-2028, deslocando parte da demanda para o mercado centralizado.
Para o setor, a projeção de carga crescente, impulsionada por Data Centers e outros fatores, tende a pressionar a necessidade de lastro e garantia física no médio e longo prazos, o que pode se refletir em preços mais firmes na curva forward de energia. O cenário de maior demanda, combinado com a desaceleração da MMGD, aumenta o risco de um balanço energético mais apertado. Agentes como distribuidores, geradores e comercializadores devem incorporar essas projeções em seus planejamentos estratégicos, que servem de insumo para o Plano da Operação Elétrica de Médio Prazo (PAR/PEL) do ONS.
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