Equatorial informa crescimento de 4,7% na energia injetada no 2T26
A Equatorial S.A. registrou um aumento de 4,7% na energia injetada bruta consolidada no segundo trimestre de 2026, impulsionado pelo avanço de 4,2% no Mercado Fio B. O desempenho reflete a expansão da demanda em diversas classes e regiões, com destaque para Pará e Amapá, e a manutenção das perdas abaixo do limite regulatório, conforme comunicado operacional da empresa.
A Equatorial S.A. informou o registro de um crescimento de 4,7% na energia injetada bruta consolidada em suas concessões de distribuição no segundo trimestre de 2026, conforme release operacional divulgado em 29 de julho. O Mercado Fio B, que espelha o consumo final, também avançou 4,2% no período, o que sinaliza demanda robusta nas áreas de atuação da companhia.
O avanço foi impulsionado principalmente pelas classes residencial, poder público, comercial e rural. Regionalmente, Pará (+6,2%), Amapá (+6,1%), Goiás (+5,6%), Maranhão (+5,3%) e Rio Grande do Sul (+4,3%) lideraram o avanço do Mercado Fio B. Em Alagoas, um ajuste contábil na competência de faturamento de clientes livres, implementado a partir de abril, impactou o dado; desconsiderando esse efeito extraordinário, a alta consolidada do Fio B alcançaria 5,0%.
A companhia também destacou a manutenção de suas perdas de energia abaixo do nível regulatório, um fator crucial para a rentabilidade das distribuidoras, pois garante o reconhecimento integral dos custos na tarifa. No Maranhão, a micro e minigeração distribuída (MMGD) representou 10,3% da energia injetada bruta no 2T26. Analistas do setor apontam que, embora a MMGD desafie a receita da Fio B, ela contribui para a segurança do suprimento local.
A transição para o fenômeno El Niño a partir de junho de 2026, com o aquecimento do Oceano Pacífico Equatorial, tende a intensificar o consumo de energia no segundo semestre, especialmente nas classes residencial e comercial, devido à maior demanda por refrigeração. Analistas do setor avaliam que esse cenário, somado ao crescimento da demanda já observado, pode gerar sinais de preço mais altos no PLD e na curva forward, impactando a estratégia de contratação de geradores e consumidores livres, além de pressionar as distribuidoras por maior lastro e garantia física no Ambiente de Contratação Regulado (ACR).
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