Leilão de Transmissão nº 1/2026 contrata todos os lotes da segunda etapa com deságio de 53,20%
A segunda etapa do Leilão de Transmissão nº 01/2026 foi concluída com sucesso em 3 de julho, com a contratação de todos os quatro lotes e um deságio médio de 53,20% sobre a Receita Anual Permitida (RAP). O certame, que soma R$ 1,8 bilhão em investimentos, eleva o total do leilão para R$ 5,1 bilhões, abrangendo 859 km de linhas e 4.350 MVA em capacidade de subestações, com uma economia tarifária estimada em R$ 11,8 bilhões aos consumidores.
A segunda etapa do Leilão de Transmissão nº 01/2026 foi concluída com sucesso em 3 de julho de 2026, na Bolsa de Valores de São Paulo, com a contratação de todos os quatro lotes ofertados. O certame registrou um deságio médio de 53,20% sobre a Receita Anual Permitida (RAP), superando o deságio de 50,69% da primeira etapa e consolidando um investimento de R$ 1,8 bilhão em novos empreendimentos para a rede básica do Sistema Interligado Nacional (SIN).
Com a conclusão desta fase, o Leilão de Transmissão nº 01/2026 totaliza R$ 5,1 bilhões em investimentos contratados, divididos entre R$ 3,3 bilhões na primeira etapa e os R$ 1,8 bilhão da segunda. Os projetos arrematados em ambas as etapas preveem a construção de 859 km de linhas de transmissão e a ampliação de 4.350 MVA em capacidade de transformação de subestações, distribuídos por 11 estados brasileiros.
A expressiva redução na RAP, que na segunda etapa atingiu 53,20% (frente aos 50,69% da primeira), representa uma economia substancial para os consumidores. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estima que apenas esta etapa gerará R$ 4,2 bilhões em economia ao longo dos 30 anos de contrato, somando-se aos R$ 7,6 bilhões economizados na primeira etapa, totalizando R$ 11,8 bilhões em benefícios tarifários.
Essa economia se reflete diretamente na composição da Tarifa de Uso do Sistema de Transmissão (TUST) e da Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD), aliviando o custo final da energia. A capacidade de atrair investimentos com deságios significativos demonstra a atratividade do segmento de transmissão e a competitividade do mercado.
Um ponto de destaque na segunda etapa foi a relicitação dos lotes 7 a 10. Esses projetos haviam sido concedidos à MEZ Energia em leilões de 2020 e 2021, mas tiveram seus contratos caducados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) devido ao não início das obras. O Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou a inclusão desses lotes no certame em 24 de junho de 2026, após um processo de solução consensual com a empresa.
A coordenação dos estudos de planejamento pela EPE e a organização e regulamentação do leilão pela ANEEL foram cruciais para o sucesso. Empresas como CYMI, Engie, Consórcio BR2ET, Axia Energia e Consórcio Olympus XX foram as vencedoras, assumindo a responsabilidade pela construção e operação dos novos ativos.
A expansão da infraestrutura de transmissão é fundamental para a segurança e eficiência do fornecimento energético nacional. Os novos empreendimentos permitirão a integração de novas fontes renováveis, como solar e eólica, e aumentarão a capacidade de escoamento, impactando positivamente a formação do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) e a disponibilidade de lastro tanto no mercado livre (ACL) quanto no regulado (ACR).
A inclusão dos lotes relicitados, com aval do TCU em 24 de junho de 2026, e a efetividade na solução de contratos caducados reforçam a previsibilidade regulatória, a confiança dos investidores e a solidez do arcabouço do setor elétrico brasileiro.
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