MME autoriza UTE Araucária II com 369 MW no Paraná
A Secretaria Nacional de Transição Energética e Planejamento do MME autorizou a implantação e exploração da UTE Araucária II, de 369 MW, no Paraná. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, formaliza a adição de capacidade firme ao SIN e reforça a classificação do empreendimento como novo para fins de leilões de capacidade.
A Secretaria Nacional de Transição Energética e Planejamento do Ministério de Minas e Energia (MME) autorizou a implantação e exploração da UTE Araucária II, uma termelétrica a gás natural de 369 MW localizada no Paraná. A decisão, publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 24 de setembro de 2026, formaliza a adição de capacidade firme ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e estabelece as bases para o avanço do projeto sob o regime de Produção Independente de Energia Elétrica (PIE).
Com previsão de início de operação comercial para 1º de setembro de 2028, a UTE Araucária II terá uma autorização de 35 anos. A UEG Araucária S.A., responsável pelo empreendimento, deverá manter uma Garantia de Fiel Cumprimento de R$ 67.586.000,00 e a usina contará com uma garantia física de 700 kW médios. Este ato regulatório do MME é um passo fundamental para a UEG Araucária S.A., controlada pela Âmbar Energia, especialmente na disputa pela classificação do projeto como 'novo' no 2º Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) de 2026.
A classificação como empreendimento novo é estratégica para a viabilidade econômica da UTE Araucária II, pois permite um contrato de 15 anos com preço-teto de R$ 2.900.000/MW.ano, em contraste com os 10 anos e R$ 2.250.000/MW.ano de um projeto existente. A entrada em operação da usina em 2028 adicionará capacidade despachável ao SIN, contribuindo para a segurança do suprimento energético na região Sul e podendo influenciar a formação de preços de energia a longo prazo, ao aumentar a oferta de lastro e flexibilidade.
A autorização da UTE Araucária II se alinha a uma série de recentes aprovações de termelétricas pelo MME em setembro de 2026, incluindo a UTE Termonordeste II (291 MW na Paraíba), a UTE Jandaia II (quase 900 MW no Ceará) e a UTE Porto Norte Fluminense I D (62 MW no Rio de Janeiro). Essa sequência de decisões consolida a estratégia do Ministério de Minas e Energia de expandir a base térmica do país, visando a segurança e a confiabilidade do suprimento elétrico nacional.
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