Petrobras busca 6 a 8 bilhões de barris de óleo in place na Foz do Amazonas para viabilizar exploração
A Petrobras informou que busca encontrar entre 6 bilhões e 8 bilhões de barris de óleo in place (VOIP) na Bacia da Foz do Amazonas. Este volume é considerado o patamar mínimo para justificar os altos investimentos e desafios operacionais na região, estratégica para a reposição de reservas da companhia.
A Petrobras estabeleceu um parâmetro interno de viabilidade econômica que exige a descoberta de 6 bilhões a 8 bilhões de barris de óleo in place (VOIP) na Bacia da Foz do Amazonas. A companhia comunicou que este volume é o mínimo necessário para justificar os elevados custos e a complexidade da exploração na região, considerada estratégica para a reposição de reservas e a sustentabilidade da produção nacional a longo prazo.
O patamar de 6 a 8 bilhões de barris de óleo in place funciona como um filtro de investimento para a estatal, dadas as seções de terreno com "pressões altíssimas" na perfuração, a extensão do poço Morpho — o quinto maior da história da companhia, com até 7,25 mil metros — e a ausência de infraestrutura prévia. Para o setor, conforme declaração da diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, essa estimativa é comparável a campos relevantes da Bacia de Campos, como Marlim, Marlim Sul ou Barracuda-Caratinga, indicando uma descoberta de grande porte para o portfólio da Petrobras.
A estimativa do volume de VOIP será consolidada após a conclusão dos quatro poços exploratórios previstos na campanha. O poço Morpho, o primeiro dessa série, deve ser finalizado em outubro de 2026. A Petrobras planeja iniciar a perfuração de três novos poços (Manga, Crotalus e Morpho Extensão/PAD Morpho) na região a partir de janeiro de 2027, aguardando o licenciamento do Ibama. O Ibama, por sua vez, já autorizou em setembro de 2026 a perfuração de três novos poços contingentes no bloco FZA-M-59, com condições específicas.
A exploração na Foz do Amazonas é marcada por tensões entre o interesse da Petrobras em repor reservas e as preocupações ambientais. Enquanto o presidente Lula defende a exploração da região, o Ministério Público Federal (MPF) tem questionado o licenciamento do Ibama, solicitando a suspensão das atividades até que estudos sobre os impactos em comunidades tradicionais e na pesca artesanal sejam aprofundados. A confirmação de grandes volumes de óleo leve e de boa qualidade pode impactar positivamente o valor de mercado da estatal e a segurança energética do país.
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