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Hidráulica36.678 MW(50%) 9,54%Térmica8.549 MW(12%) 0,84%Eólica14.770 MW(20%) 12,10%Solar12.533 MW(17%) 7,25%Nuclear1.350 MW(2%) 0,74%Hidráulica36.678 MW(50%) 9,54%Térmica8.549 MW(12%) 0,84%Eólica14.770 MW(20%) 12,10%Solar12.533 MW(17%) 7,25%Nuclear1.350 MW(2%) 0,74%Hidráulica36.678 MW(50%) 9,54%Térmica8.549 MW(12%) 0,84%Eólica14.770 MW(20%) 12,10%Solar12.533 MW(17%) 7,25%Nuclear1.350 MW(2%) 0,74%
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Radar Energia
AnálisePetróleo & Gás

Petrobras defende uso de todas as fontes de energia para garantir desenvolvimento do país

A diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Renata Baruzzi, afirmou na abertura do Energy Summit que o Brasil não pode abrir mão de nenhuma fonte de energia, incluindo fósseis e renováveis, para assegurar o desenvolvimento e o bem-estar da população. A posição da estatal reforça a estratégia nacional de segurança energética, que busca equilibrar a diversificação da matriz com a sustentação do crescimento econômico.

23 de junho de 2026 às 15:47Fonte oficial: EstadãoRedação Radar Energia

O Brasil não pode prescindir de nenhuma fonte energética em sua matriz para garantir o desenvolvimento e o bem-estar da população, afirmou Renata Baruzzi, diretora de Exploração e Produção da Petrobras, na abertura do Energy Summit. A declaração da maior empresa de energia do país sublinha a necessidade de uma abordagem abrangente para o suprimento, em meio aos intensos debates sobre a transição energética global.

A fala de Baruzzi alinha-se à postura histórica do Brasil em relação à segurança energética. Experiências como o "apagão" de 2001 impulsionaram a diversificação da matriz elétrica com a inclusão de termelétricas a gás natural para complementar a geração hídrica. Mais recentemente, a descoberta e exploração do pré-sal consolidaram a importância dos combustíveis fósseis na estratégia nacional, mesmo diante do avanço das fontes renováveis.

A Petrobras, como principal ator na exploração e produção de petróleo e gás no país, com uma média de 2,8 milhões de barris de óleo equivalente por dia, desempenha um papel central na garantia do abastecimento. Sua visão dialoga diretamente com o Ministério de Minas e Energia (MME), formulador da política energética nacional, e com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), responsável pelos planos decenais que traçam o futuro do setor.

A matriz elétrica brasileira é reconhecidamente limpa, com cerca de 80% de sua geração proveniente de fontes renováveis. Contudo, a matriz energética total do país ainda depende significativamente de petróleo e derivados, que respondem por aproximadamente 35% do consumo, e do gás natural, com cerca de 12%. Essa composição ressalta o desafio de conciliar a descarbonização com a crescente demanda por energia em diversos setores da economia.

A política energética do país é balizada por marcos legais como a Lei do Petróleo (Lei nº 9.478/1997) e a Nova Lei do Gás (Lei nº 14.134/2021), que estabelecem o arcabouço para a exploração, produção e comercialização de combustíveis fósseis. Paralelamente, programas como o RenovaBio (Lei nº 13.576/2017) e incentivos a energias limpas evidenciam o esforço regulatório para a transição, criando um cenário de coexistência entre as diferentes fontes.

A manutenção de todas as formas de energia na matriz visa, primordialmente, garantir a segurança do suprimento e a estabilidade dos preços, evitando choques que possam impactar a tarifa do consumidor final e a competitividade da indústria. Embora essa abordagem possa implicar uma descarbonização mais gradual da matriz energética total no curto prazo, ela é considerada essencial para sustentar o crescimento econômico e atender à demanda energética em expansão, sobretudo em setores intensivos.

A posição brasileira de valorizar a diversidade energética, que engloba tanto os combustíveis fósseis quanto as renováveis, encontra paralelos em nações com grandes reservas de petróleo e gás, como Noruega e Estados Unidos. Esses países também defendem estratégias de "transição energética justa" ou "all-of-the-above", buscando um equilíbrio entre a segurança energética, o desenvolvimento econômico e as metas climáticas, frequentemente utilizando o gás natural como combustível de transição.

O debate sobre a diversificação energética e o papel dos combustíveis fósseis permanece central nas discussões sobre o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) e nas futuras rodadas de leilões de concessão de blocos exploratórios de petróleo e gás, conduzidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A decisão sobre a exploração na Margem Equatorial, por exemplo, representa um ponto crítico que testará essa diretriz de não abrir mão de nenhuma fonte. As discussões em torno de novos projetos e a alocação de investimentos serão determinantes para moldar o futuro da matriz energética brasileira e o papel da Petrobras nesse complexo cenário de transição.

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